De sexta-feira até esta terça foram anotadas 28 mortes violentas. Nas estradas cearenses aconteceram 87 acidentes com sete mortes
[an error occurred while processing this directive]25/12/2007 16:21

O Ceará registrou o Natal mais violento nos últimos dez anos. Somente o Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza recebeu 11 corpos de vítimas de homicídios na noite de Natal, a maioria à bala e à facada. De sexta-feira até esta terça-feira foram anotadas 28 mortes violentas. Nas estradas cearenses aconteceram 87 acidentes com sete mortes, sendo quatro de motoqueiros nas rodovias federais.
Nas rodovias federais que cortam o Estado, foram registrados 43 acidentes com 35 feridos. Uma criança de quatro anos morreu atropelada em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. O empresário João Eudes de Oliveira Pinho, de 40 anos, virou o carro numa curva a caminho da Praia da Baleia, em Itapipoca, e teve morte instantânea.
Agência Estado
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É de causar admiração, os órgãos de nossa imprensa, como o Jornal "O Povo" diariamente publica prisões de meliantes, assaltos, crimes de policiais por marginais, etc. etc. Agora estamos observando esse aumento de criminalidade dentro de nosso Estado, mas os órgãos de segurança teimam em dizer que não existe caos, que tudo anda as mil maravilhas, dizem até que a população anda tendo visões óticas. Onde vamos chegar?
Euglaudston Celestino
Recentemente o governo divulgava em tom de comemoração que a industria automobilística brasileira deveria atingir em 2007 a marca de mais de dois milhões de veículos vendidos para o mercado interno. Não sabe ele que se não houver educação de trânsito suficiente, estradas compatíveis com essa realidade, no que tange à pavimentação, acostamentos, sinalização vertical e horizontal, os problemas vão se tornar incontroláveis e o custo dos acidentes serão imensurávelmente maior do que os benefíciios dessa demanda.
FRANCISCO DE FREITAS SANTOS
O País comemora o record de produção da indústria automobilística, mas não ousa, sequer comentar a estruturação das nossas estradas. A segurança no trânsito, não é papel somente do condutor. O Governo, ao aprovar os gastos públicos deve se preocupar com o ítem "segurança no trânsito", pois a cada automóvel disponibilizado é mais uma forte de arrecadação e por conseguinte, mais um motivo de precupação, tendo em vista que os investimentos na malha viária não respeita esta proporção. Será que a construção de ciclovias, passarelas, elevados, apreensão de veículos avariados, prisão de motoristas embriagados e/ou inabilitados, custa mais que uma vida humana. E se essa vida humana for um filho do presidente ou alguém que a falta realmente toque profundamente aos detentores do poder? Pois a dor é a mesma de um pai pobre que perde seus entes queridos, vítimas da violência no trânsito. A dor da perda é igual para todos. Pense nisso!
PAULO ALVES NETO