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Copa 2014

Fortaleza é sétima cidade-sede com melhor serviço de esgoto

Entre as 12 cidades-sede da Copa, a mais mal colocada na prestação desse serviço foi a capital do Rio Grande do Norte, Natal


02 Jul 2009 - 16h13min

Entre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, Belo Horizonte é a que apresenta a melhor cobertura de rede de esgoto, revela pesquisa feita pelo Instituto Trata Brasil e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira, 2, em São Paulo. Entre as 12 cidades-sede da Copa, a mais mal colocada na prestação desse serviço foi a capital do Rio Grande do Norte, Natal, que aparece na 21ª colocação no ranking de capitais, com 21,26% da população afirmando ter rede de esgoto.

Belo Horizonte (MG) registrou índice de 97,05% em 2007. Em seguida veio São Paulo com 88,52%; Salvador, com 87,77%; Rio de Janeiro, com 83,73%; Brasília,com 80,17%; Curitiba, com 79,37%; Fortaleza, com 54,62%; Porto Alegre, com 49,29%; Recife, com 47,12%; Cuiabá, com 41,21%; Manaus, com 34,98%; e Natal, com 21,26%.

O estudo levou em conta a percepção das pessoas sobre a prestação de serviços públicos e é baseado na Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2007, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Néri, ainda é possível resolver os problemas da falta de saneamento básico nas cidades onde serão disputados jogos da Copa do Mundo de 2014: “Salvador é exemplar nesse aspecto. É uma das sedes da Copa e passou de 43% para 88% em dez anos. É possível melhorar, embora sem chegar a 100%, até porque essas capitais já estão num nível de desenvolvimento melhor que outras”, afirmou. A capital baiana é a terceira no ranking.

O presidente do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, informou que um levantamento feito sobre as cidades-sede da Copa no Brasil mostrou que R$ 7 bilhões seriam suficientes para resolver os problemas de saneamento dessas localidades. De acordo com Pinho, a previsão de investimentos para a Copa é de R$ 100 bilhões em construção civil, R$ 10 bilhões na construção de estádios e R$ 7 bilhões em saneamento.

"Temos que aproveitar o momento para antecipar essa meta do governo federal”, afirmou Pinho. Ele ressaltou, no entanto, que a questão do saneamento básico no país só será totalmente resolvida em 20 anos.

A pesquisa revela ainda que apenas 49,44% da população brasileira têm rede de esgoto – número muito inferior aos da rede de água encanada (81,11%), de lixo coletado (86,79%) e de eletricidade (98,18%).

“Somos sede da Copa do Mundo, o Rio de Janeiro quer ser sede das Olimpíadas. E temos que fazer nosso dever de casa. Para ter a imagem da falta de saneamento basta ir à mais rica (cidade) do Brasil (São Paulo), onde há imagens do século 19 em pleno século 21. É o passado que vai nos assombrando, vai tirando a vida de nossas crianças, vai diminuindo o potencial dessas pessoas e do país”, afirmou Marcelo Néri.

Agência Brasil

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