Internacional
Precaução
Lula pede garantias jurídicas para o uso de bases colombianas pelos EUA
"(...)É importante que no tratado existam garantias jurídicas ou um foro internacional a respeito disso", afirmou Lula
28 Ago 2009 - 16h23min
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira à União Sul-Americana de Nações (Unasul) garantias jurídicas de que a presença de tropas dos Estados Unidos na Colômbia se limitará a esse país e não afetará os vizinhos.
"Já conversei sobre isso com (o presidente da Colômbia, Alvaro) Uribe e disse a ele que respeitamos a soberania de cada país. Mas queremos nos resguardar; é importante que no tratado existam garantias jurídicas ou um foro internacional a respeito disso", afirmou Lula em sua intervenção na cúpula presidencial.
"A existência dessas garantias", afirmou o presidente brasileiro, "implicaria a presença de instrumentos que nos assegurem que a presença militar dos Estados Unidos é algo específico ao territorio colombiano. Porque o acordo não proíbe isso. E o que não proíbe algo, o permite".
"Além disso, temos imensas e vastas áreas da Amazônia. Por isso temos que ter cuidado. Cuidado e canja de galinha não fazem mal a ninguém".
No entanto, acrescentou que a discussão deve ser ampliada, não apenas para analisar o papel dessas tropas americanas na Colômbia, e sim "o papel dos Estados Unidos na América Latina".
Lula recordou que já falou com o presidente Barack Obama sobre esta questão e explicou a ele o nível de sensibilidade que existe em torno do acordo com a Colômbia e sua repercussão na região.
"Disse ao presidente Obama que era importante que possamos discutir estas questões, talvez de forma paralela à Assembleia da ONU. Mas há problemas de agenda. Eu creio que devemos ter uma boa discussão com o presidente Obama sobre o papel dos Estados Unidos na região", enfatizou.
Lula inclusive sugeriu a Uribe a necessidade de ter tropas americanas para combater o narcotráfico e o terrorismo pode ser alvo de uma revisão.
"O que gostaria de dizer a Uribe, com todo o respeito, é que se as bases existem lá desde 1952 e o problema ainda não está solucionado, devemos repensar que outras coisas podemos fazer em conjunto", afirmou Lula, dirigindo-se a seu colega colombiano.
Ainda a respeito da questão das bases, Lula e seu colega venezuelano Hugo Chávez mantiveram nesta sexta uma reunião breve, antes de participarem da cúpula da Unasul.
Segundo a chancelaria brasileira, os dois tomaram juntos o café da manhã para "aproximar posições" relativas ao tema central do encontro e discutir a importância de um consenso na Unasul sobre a questão das bases militares colombianas.
No final da reunião, os presidentes evitaram falar sobre o conteúdo da conversação reservada.
Nos últimos dias, o presidente brasileiro vem formulando apelos à moderação, para evitar que o clima de tensão na região seja exacerbado pela retórica.
"Já conversei sobre isso com (o presidente da Colômbia, Alvaro) Uribe e disse a ele que respeitamos a soberania de cada país. Mas queremos nos resguardar; é importante que no tratado existam garantias jurídicas ou um foro internacional a respeito disso", afirmou Lula em sua intervenção na cúpula presidencial.
"A existência dessas garantias", afirmou o presidente brasileiro, "implicaria a presença de instrumentos que nos assegurem que a presença militar dos Estados Unidos é algo específico ao territorio colombiano. Porque o acordo não proíbe isso. E o que não proíbe algo, o permite".
"Além disso, temos imensas e vastas áreas da Amazônia. Por isso temos que ter cuidado. Cuidado e canja de galinha não fazem mal a ninguém".
No entanto, acrescentou que a discussão deve ser ampliada, não apenas para analisar o papel dessas tropas americanas na Colômbia, e sim "o papel dos Estados Unidos na América Latina".
Lula recordou que já falou com o presidente Barack Obama sobre esta questão e explicou a ele o nível de sensibilidade que existe em torno do acordo com a Colômbia e sua repercussão na região.
"Disse ao presidente Obama que era importante que possamos discutir estas questões, talvez de forma paralela à Assembleia da ONU. Mas há problemas de agenda. Eu creio que devemos ter uma boa discussão com o presidente Obama sobre o papel dos Estados Unidos na região", enfatizou.
Lula inclusive sugeriu a Uribe a necessidade de ter tropas americanas para combater o narcotráfico e o terrorismo pode ser alvo de uma revisão.
"O que gostaria de dizer a Uribe, com todo o respeito, é que se as bases existem lá desde 1952 e o problema ainda não está solucionado, devemos repensar que outras coisas podemos fazer em conjunto", afirmou Lula, dirigindo-se a seu colega colombiano.
Ainda a respeito da questão das bases, Lula e seu colega venezuelano Hugo Chávez mantiveram nesta sexta uma reunião breve, antes de participarem da cúpula da Unasul.
Segundo a chancelaria brasileira, os dois tomaram juntos o café da manhã para "aproximar posições" relativas ao tema central do encontro e discutir a importância de um consenso na Unasul sobre a questão das bases militares colombianas.
No final da reunião, os presidentes evitaram falar sobre o conteúdo da conversação reservada.
Nos últimos dias, o presidente brasileiro vem formulando apelos à moderação, para evitar que o clima de tensão na região seja exacerbado pela retórica.
AFP
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