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Negócios

energia limpa

Europeus investem em energias renováveis no Brasil

Petróleo caro, aquecimento global e abundância de recursos naturais no Brasil, como água, sol e ventos explicam interesse de europeus


17 Mar 2008 - 09h44min

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O potencial brasileiro de geração de energia a partir de fontes renováveis está na mira de grandes grupos europeus, que estão intensificando os investimentos nessa área. De janeiro para cá, o País vem passando por um boom de negócios com esse perfil, envolvendo grupos como os franceses Areva e Velcan Energia, o português EDP e o espanhol Fortuny.

Petróleo caro, aquecimento global e abundância de recursos naturais no Brasil, como água, sol e ventos explicam o interesse dos grupos europeus. Além disso, as metas européias para redução dos gases de efeito estufa se tornaram mais rígidas, e um dos meios para buscar a redução da poluição é aplicar em projetos de energias limpas, com potencial para gerar créditos de carbono que podem ser negociados no mercado internacional. Até 2020, os países da União Européia tem que reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 20%. "Aos olhos dos europeus, o Brasil é um dos melhores ambientes para se investir em energias limpas, por causa da abundância de recursos naturais e também por possuir domínio tecnológico na geração hídrica e a partir de biomassa", explica Marco Fujihara, diretor do Instituto Totum, consultoria especializada em sustentabilidade.

O negócio mais recente nessa área foi anunciado há três semanas pela Energias do Brasil, holding da gigante portuguesa Energias de Portugal (EDP). O grupo decidiu criar uma unidade de negócios para produção de energia renovável na América do Sul, o que inclui construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas de biomassa e parques eólicos. "A criação da Enernova demonstra a nossa confiança no potencial desse segmento no Brasil", diz o diretor-presidente da Energias do Brasil, António Pita de Abreu. O objetivo nada modesto da Enernova é chegar a uma capacidade de geração de 1.000 megawatts (MW) até 2012, somente em PCHs.

Agência Estado

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01/03/2008
01:04

A energia eólica não é tão limpa, uma vez que as torres serão localizadas em dunas móveis e fixas, comprometendo a vegetação e reduzindo a função ambiental desse espaço. Além do mais, os estrangeiros não respeitam as comunidades locais, os grandes prejudicados dos problemas ambientais (ruidos, acessibilidade a determinados pontos). A SEMACE do Aldigueri (alô ministério público) e o COEMA quase governamental aprovaram esses projetos, sem exigir o cumprimento das ações de mitigação dos impactos.

chicomend

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01/03/2008
01:02

A preocupação do comentarista Francisco Mendes, embora pertinente, deve considerar a relação custo/benefício de empreendimentos dessa natureza. Os impactos ambientais não são tão danosos assim, considerando que há meios de amenizá-los expressivamente. Não podemos ficar na contramão da evolução por causa de meia dúzia de pés de salsa ou porque meia dúzia de decibéis pode incomodar o sono de alguém; nada que impeça as pessoas de dormirem tranquilamente. Não há fumaça, nem fuligem, nem cinzas e nem liberação de CO2 na atmosfera. Não há grande necessidades de longas linhas de transmissão. Na verdade, não temos muitas escolhas.

zepessoam

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