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País tem 1 aborto para cada 3 nascimentos, diz ministro
Para o ministro José Gomes Temporão, com o aborto sendo crime, 780 mulheres teriam de ser presas, diariamente. O ministro é a favor do licenciamento compulsório dos remédios anti-Aids e de restrições na publicidade de bebidas alcoólicas
26 Jun 2007 - 01h09min
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ontem, em que, para cada três bebês nascidos vivos no Brasil, ocorre um aborto induzido. Segundo ele, uma pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revelou que, em 2005, ocorreram 1,4 milhão de abortos clandestinos no país.
De acordo com o ministro, cerca de 220 mil mulheres realizam curetagens em decorrência de abortos no SUS (Sistema Único de Saúde), anualmente. "Se considerarmos que o aborto é um crime, todos os dias, 780 mulheres teriam que ser presas, sem contar seus médicos e, eventualmente, seus companheiros", afirmou Temporão, que participou uma
"Eu não admito que digam que o aborto não é um problema de saúde pública", afirmou. Para o ministro, o feto tem direito à proteção jurídica a partir da 12ª semana de gestação, quando começa a formação do sistema nervoso central. "Antes, não há consciência nem dor". Segundo o ministro, a aceitação da descriminalização do aborto é um "processo de amadurecimento da sociedade".
Questionado sobre o papel da pílula do dia seguinte no programa nacional de planejamento familiar, o ministro afirmou que a distribuição do medicamento está sendo estudada, pois a prática de não-exigência de prescrição médica contraria a campanha atual de popularização dos anticoncepcionais, que requer a apresentação de uma receita médica.
Mestre em saúde pública e doutor em medicina social, Temporão assumiu o Ministério da Saúde em março deste ano e já esteve no centro de pelo menos três assuntos bastante polêmicos. O primeiro deles foi a defesa da realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto no Brasil. O outro foi a proposta de licenciamento compulsório do remédio anti-Aids Efavirenz. O ministro também defendeu restrições na publicidade de bebidas alcoólicas.
Temporão voltou a defender essas mesmas opiniões (o tratamento da descriminalização do aborto como um "problema de saúde pública" e a implantação de restrições à propaganda de bebidas alcoólicas) ao participar ontem de sabatina no Teatro Folha, no shopping Pátio Higienópolis (zona oeste de São Paulo). (da Folhapress)
FRASES
"Se considerarmos que o aborto é um crime, todos os dias, 780 mulheres teriam que ser presas, sem contar seus médicos e, eventualmente, seus companheiros"
Ao revelar que, em 2005, ocorreu 1,4 milhão de abortos clandestinos no país
"Eu não admito que digam que o aborto não é um problema de saúde pública"
Informando que cerca de 220 mil mulheres realizam curetagens em decorrência de abortos no SUS, anualmente
"Antes, não há consciência nem dor"
Alegando que o feto só tem direito à proteção jurídica a partir da 12ª semana de gestação, quando começa a formação do sistema nervoso central
"É um processo de amadurecimento da sociedade"
Sobre a aceitação da descriminalização do aborto pela sociedade brasileira
"E a indústria ainda diz que não é por causa da publicidade, que é por causa do aumento da renda"
Ironizando o fato de que, entre 2005 e 2006, o consumo de álcool no Brasil cresceu 7,5%
"Na Inglaterra, a espera por uma cirurgia eletiva leva mais de oito meses".
Ao ser provocado sobre a demora na marcação de consultas
De acordo com o ministro, cerca de 220 mil mulheres realizam curetagens em decorrência de abortos no SUS (Sistema Único de Saúde), anualmente. "Se considerarmos que o aborto é um crime, todos os dias, 780 mulheres teriam que ser presas, sem contar seus médicos e, eventualmente, seus companheiros", afirmou Temporão, que participou uma
"Eu não admito que digam que o aborto não é um problema de saúde pública", afirmou. Para o ministro, o feto tem direito à proteção jurídica a partir da 12ª semana de gestação, quando começa a formação do sistema nervoso central. "Antes, não há consciência nem dor". Segundo o ministro, a aceitação da descriminalização do aborto é um "processo de amadurecimento da sociedade".
Questionado sobre o papel da pílula do dia seguinte no programa nacional de planejamento familiar, o ministro afirmou que a distribuição do medicamento está sendo estudada, pois a prática de não-exigência de prescrição médica contraria a campanha atual de popularização dos anticoncepcionais, que requer a apresentação de uma receita médica.
Mestre em saúde pública e doutor em medicina social, Temporão assumiu o Ministério da Saúde em março deste ano e já esteve no centro de pelo menos três assuntos bastante polêmicos. O primeiro deles foi a defesa da realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto no Brasil. O outro foi a proposta de licenciamento compulsório do remédio anti-Aids Efavirenz. O ministro também defendeu restrições na publicidade de bebidas alcoólicas.
Temporão voltou a defender essas mesmas opiniões (o tratamento da descriminalização do aborto como um "problema de saúde pública" e a implantação de restrições à propaganda de bebidas alcoólicas) ao participar ontem de sabatina no Teatro Folha, no shopping Pátio Higienópolis (zona oeste de São Paulo). (da Folhapress)
FRASES
"Se considerarmos que o aborto é um crime, todos os dias, 780 mulheres teriam que ser presas, sem contar seus médicos e, eventualmente, seus companheiros"
Ao revelar que, em 2005, ocorreu 1,4 milhão de abortos clandestinos no país
"Eu não admito que digam que o aborto não é um problema de saúde pública"
Informando que cerca de 220 mil mulheres realizam curetagens em decorrência de abortos no SUS, anualmente
"Antes, não há consciência nem dor"
Alegando que o feto só tem direito à proteção jurídica a partir da 12ª semana de gestação, quando começa a formação do sistema nervoso central
"É um processo de amadurecimento da sociedade"
Sobre a aceitação da descriminalização do aborto pela sociedade brasileira
"E a indústria ainda diz que não é por causa da publicidade, que é por causa do aumento da renda"
Ironizando o fato de que, entre 2005 e 2006, o consumo de álcool no Brasil cresceu 7,5%
"Na Inglaterra, a espera por uma cirurgia eletiva leva mais de oito meses".
Ao ser provocado sobre a demora na marcação de consultas
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