Brasil
RORAIMA
Governador chama índios de terroristas
07 Mai 2008 - 01h20min
Diante do aumento da tensão entre arrozeiros e índios pela posse das terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol, o governador de Roraima, José de Anchieta (PSDB), acusou, ontem, o movimento indígena de terrorismo. Enquanto o ministro da Justiça, Tarso Genro, se deslocava até o local do conflito, Anchieta dava entrevista em Brasília, para criticar a ocupação de uma fazenda em que 10 índios foram baleados por capangas encapuzados do arrozeiro Paulo César Quartiero. "Se invadisse sua casa, você não ficaria parado", afirmou.
"A ação de ontem (segunda-feira) foi uma ação de terroristas e terrorismo é difícil conter", concluiu o governador tucano.
Anchieta disse que não defendia os interesses de Quartiero, prefeito de Pacaraima e líder dos arrozeiros que não aceitam a homologação da reserva indígena. O governador afirmou que defende o "desenvolvimento do Estado". "O Governo Federal tem a posição dele, eu tenho a minha e o povo de Roraima tem a sua, e eu vou lutar por ela", disse. "Os índios querem criar um fato novo."
Um total de 103 indígenas ocupa desde segunda-feira, 5, uma área da fazenda, que está dentro da reserva. Dois homens de Quartiero chegaram ao local em motos e ordenaram a saída dos índios. Diante da negativa, foram embora e retornaram com mais quatro capangas, em três motos e uma caminhonete. O Conselho Indígena de Roraima (CIR) acusou os seguranças de já chegaram atirando.
Indagado por jornalistas se o termo "terrorismo" não era forte para designar o movimento indígena, o governador voltou atrás. "Está bom. Eu não diria terrorismo. Eu diria insanidade", acrescentou. "A invasão foi um ato de insensatez, não era o momento para isso".
"A ação de ontem (segunda-feira) foi uma ação de terroristas e terrorismo é difícil conter", concluiu o governador tucano.
Anchieta disse que não defendia os interesses de Quartiero, prefeito de Pacaraima e líder dos arrozeiros que não aceitam a homologação da reserva indígena. O governador afirmou que defende o "desenvolvimento do Estado". "O Governo Federal tem a posição dele, eu tenho a minha e o povo de Roraima tem a sua, e eu vou lutar por ela", disse. "Os índios querem criar um fato novo."
Um total de 103 indígenas ocupa desde segunda-feira, 5, uma área da fazenda, que está dentro da reserva. Dois homens de Quartiero chegaram ao local em motos e ordenaram a saída dos índios. Diante da negativa, foram embora e retornaram com mais quatro capangas, em três motos e uma caminhonete. O Conselho Indígena de Roraima (CIR) acusou os seguranças de já chegaram atirando.
Indagado por jornalistas se o termo "terrorismo" não era forte para designar o movimento indígena, o governador voltou atrás. "Está bom. Eu não diria terrorismo. Eu diria insanidade", acrescentou. "A invasão foi um ato de insensatez, não era o momento para isso".
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