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Dados da ONU

Brasil é o 3º em mortalidade infantil na América do Sul

A estimativa para este ano no relatório das Nações Unidas é que, em cada mil crianças nascidas vivas no País, 23 morram antes de um ano de idade. O índice brasileiro só é menor do que o da Bolívia, com 45 mortes, e o do Paraguai, com 32


13 Nov 2008 - 01h00min

O Brasil é o país com o terceiro maior índice de mortalidade infantil na América do Sul. Foi o que revelou o Relatório sobre a Situação da População Mundial 2008, divulgado ontem pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa). De acordo com o estudo, a estimativa para este ano é que, em cada grupo de mil crianças nascidas vivas no País, 23 morram antes de completar um ano de idade. O índice brasileiro só é menor que o da Bolívia, com 45 mortes, e o do Paraguai, com 32.

Na América do Sul, a menor taxa é do Chile, com média de sete óbitos para mil crianças nascidas vivas. Em seguida, aparecem Argentina e Uruguai, ambos com 13 óbitos, e Venezuela, com 17. O Brasil registra o terceiro pior índice em relação à expectativa de mortalidade entre crianças menores de cinco anos para 2008.

A estimativa é que 32 meninos e 24 meninas nessa faixa etária em cada parcela de mil crianças nascidas vivas morram em decorrência das chamadas doenças da infância. A primeira posição nesse ranking é ocupada pela Bolívia, com taxas de 64 meninos e 55 meninas. Em segundo, vem o Paraguai, com 43 e 32, respectivamente.

O dossiê alerta que o número de mulheres que morrem em decorrência da gestação e do parto permanece basicamente inalterado desde 1980. A média é de 536 mil óbitos por ano em todo o mundo. Outros cerca de 15 milhões de mulheres sofrem lesões ou adoecem. O documento sugere que abordagens sensíveis às diferenças culturais são ferramentas essenciais para as ações focadas na promoção da saúde reprodutiva e sexual.

A redução da mortalidade materna e a prevenção de lesões, ressalta a Unfpa, dependem de um melhor atendimento durante a gestação e o parto, além de serviços de emergência em casos de complicações e do acesso ao planejamento familiar. Como exemplo, o texto cita que diversos governos e mesmo a comunidade internacional em geral consideram a mutilação genital feminina uma violação aos direitos humanos e um perigo à saúde mental e física das mulheres.

Entretanto, de acordo com o relatório, a prática permanece disseminada e arraigada em algumas comunidades. "As mulheres que não se submetem podem ser consideradas feias e sujas. Acabar com essa prática implica levar em consideração todos os diferentes significados culturais e descobrir alternativas relevantes, em estreita cooperação com a comunidade", destaca o Unfpa.

A publicação cita exemplos positivos como o de monges budistas no Camboja e de líderes comunitários no Zimbábue que se destacam no combate ao HIV e à aids. Alianças bem-sucedidas, segundo o relatório, devem buscar parcerias amplas que incluam organizações de mulheres, jovens e trabalhadores, "para se fortalecer de forma conjunta".

Já em relação à religião, a Unfpa reconhece que essa questão, por ser tema central na vida de muitas pessoas, influencia nas decisões e ações "mais íntimas", mas que os apelos à religião podem ser utilizados para justificar violações consideradas "lamentáveis" dos direitos humanos, como o assassinato de mulheres em nome da "honra" ou mesmo os "crimes passionais".

A participação dos homens na implementação e na execução de programas de saúde reprodutiva também é apontada pelo relatório como uma forma de garantir "sensibilidade cultural" e de vencer resistências. (das agências de notícias)


E-Mais

Até meados do século 21 (por volta de 2050) o Brasil terá 254,1 milhões de habitantes. O País terminará 2008 com 194,2 milhões de pessoas e ocupando a 5ª posição no ranking de países com maiores densidades demográficas, segundo dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a População. Segundo a entidade, a Índia será o maior país do mundo em termos de população até 2050, superando a China. Já a Europa e o Japão observarão uma queda em sua população nas próximas décadas

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