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Ceará

Inscrição no objeto pode identificar o país de origem


16 Jan 2009 - 00h12min

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Os números e letra inscritos na parte traseira do drone podem ajudar a identificar sua origem da aeronave. No equipamento, pode-se ler: A 14, em letras pretas e fundo laranja; e 198, em branco. Conforme especialistas no assunto, uma parte dessa inscrição é gravada pelo fabricante do equipamento. Outra é colocada pelo país operador do drone e serve para identificar o artefato. Só não se sabe qual parte da inscrição A 14 198 foi colocada pelo fabricante, a empresa EADS, e qual parte foi posta pelo país que comprou a aeronave.

A sede da EADS, na Europa, está investigando para que país vendeu o equipamento. A expectativa é de que exista, no interior do alvo aéreo, alguma outra inscrição que identifique o país operador do drone. Na parte externa, não há, de forma explícita, nenhuma marca que indique a nacionalidade do país de origem do artefato.

Sabe-se também que o modelo do objeto encontrado em Icapuí é o Do-DT 25. Mas não o mais recente. O tipo achado na costa cearense é uma versão anterior do modelo mais novo. O DT25-55 e o, mais recentemente desenvolvido, DT45 são os últimos membros da família desse sistema.

Este tipo de drone encontrado em Icapuí, Do DT 25, é usado em treinamentos de tiro do tipo solo-ar ou ar-ar. No primeiro caso, é arremessado por meio de uma catapulta e pode voar um curso pré-programado ou ser controlado remotamente durante o vôo.

No caso ar-ar, o alvo é solto por um avião. Outra aeronave é responsávelpor soltar um míssil, que passa por uma certa distância do drone.Se o drone for atingido, ocorre a perda total do objeto. A idéia é, então, fazer com o que o míssil passe pelo drone o mais próximo possível.

São nas divisões da França e da Alemanha do consórcio europeu EADS onde o alvo aéreo é produzido. E são esses os países que mais utilizam o artefato.

Não há registro oficial, por parte da empresa fabricante, EADS, de que os países latino-americanos façam uso do equipamento.Ou seja,o Brasil não fabrica nem faz uso do alvo aéreo encontrado.Pelo menos, oficialmente. (Daniela Nogueira e Diego Lage/especial para O POVO)

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