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Ciência & Saúde

ARTIGO

Sobre a auto-hemoterapia

Jean Linhares de Lima e Hially Linhares Lima
estudantes

14 Jun 2008 - 15h04min

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A história da auto-hemoterapia tem início em 1911, F. Ravaut registra: modo de tratamento auto (uno mismo, haima - sangra) empregado em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usa a auto-hemoterapia em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos (dicionário enciclopédico de medicina, T.1 de L. Braier).

Entretanto foi o professor Jesse Teixeira que provou que o S.R.E. (Sistema Retículo Endotelial) era ativado pela auto-hemoterapia em seu trabalho publicado em 1940 na Revista Brasil - Cirúrgico, no mês de Março. Jesse Teixeira provocou a formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida, substancia irritante. Fez a contagem dos macrófagos antes da auto-hemoterapia, à cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra subiu a partir da 1ª hora chegando após oito horas a 22%. Manteve-se em 22% durante cinco dias e finalmente declinou para 5% no sétimo dia após a aplicação.

O procedimento oferece baixo custo e a promessa para cura para doenças graves, como a aids e câncer. A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia comumente da prega do cotovelo e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5 ml a 20 ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E.

Embora especialistas na área sejam unânimes ao afirmar que o método não tem comprovação científica, há muita gente seduzida pela promessa de cura. Há um risco teórico, para qualquer injeção, de complicações locais, como infecções e lesões musculares e neuronais. O risco de complicações está diretamente relacionado à natureza da substância injetada. O sangue, que é o caso da auto-hemoterapia, é uma substância irritativa e dificilmente absorvida.

A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH) não reconhece do ponto de vista científico o procedimento "auto-hemoterapia". Afirma que: "Não existe na literatura médica, tanto nacional quanto internacional, qualquer estudo com evidências científicas sobre o referido tema". Por não existirem informações científicas sobre o referido procedimento, são desconhecidos os possíveis efeitos colaterais e complicações desta prática, podendo colocar em risco a saúde dos pacientes a ela submetidos. A resolução do Conselho Federal de Medicina - Resolução CFM no 1.499/98, em seu artigo 1º, "proíbe aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica".

O procedimento "auto-hemoterapia" pode ser enquadrado no inciso V, artigo 2º do Decreto 77.052/76, e sua prática constitui infração sanitária, estando sujeita às penalidades previstas no item XXIX, do artigo 10, da Lei 6.437, de 20 de agosto de 1977. As Vigilâncias Sanitárias deverão adotar as medidas legais cabíveis em relação à referida prática.

A conclusão geral da análise do Conselho Federal de Medicina é a de que "não existem estudos relativos à auto-hemoterapia desde a sua proposição como recurso terapêutico na primeira metade do século XX até os dias atuais" e que "não há evidência científica disponível que permita a sua utilização em seres humanos".

Jean Linhares de Lima é aluno do curso de especialização em bioquímica e biologia molecular da Uece.

Hially Linhares Lima é aluna do curso de especilização em saúde pública (Inta)

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06/03/2009
21:01

Pratico a Ah há quase 2 anos, assim como 3 parentes meus. Só observamos saude. o único risoc que o usuário corre é o de ter de contratar um profissional sem qualufucação pois depois de usada no Brasil por 100 anos, nunca houve qualquer registro de complicações com a técnica, alémde que ela é receitada em VETEREINÁRIA e em vários outros páises. Só os brasileiros estão proibidos de usarem a AH. Há outro risco: o de ficar viciado em SAÚDE!!! (envio de graça um dvd com tudo sobre a AH olivares@oi.com.br. É só pedir...)

Olivares Rocha

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