Ciência & Saúde
ARTIGO
A proliferação da salmonella no Brasil
É importante destacar que algumas salmonellas já são resistentes a diversos antibióticos
Jean linhares de lima
estudante de bioquímica
Hially linhares lima
estudante de saúde publica
05 Jul 2008 - 14h02min
A salmonella é uma bactéria que pode provocar diversas doenças gastrintestinais graves. São bactérias membros da família Enterobacteriaceae, que são seres anaeróbicos, capazes de viver no trato intestinal. A quantidade de bactérias ingeridas determina se a doença vai ou não se manifestar. Atualmente, é aceita a subdivisão em duas espécies: S. enterica e S. bongori. A S. entérica engloba seis subespécies, que por sua vez são classificadas em sorotipos ou sorovares, sendo a salmonella enterica subsp. enterica (subsp I) a de maior importância para o ser humano.
As bactérias do tipo salmonella são a causa mais freqüente de intoxicação alimentar. Elas contaminam todos os tipos de carne usada na nossa alimentação, antes mesmo de o animal ser abatido. Depois que um animal é contaminado pela salmonella, ele se torna portador e propagador da bactéria, pois, como ela é eliminada junto com as fezes, o solo e a água usados pelo animal também ficam contaminados, afetando outros animais. Uma salmonella muito conhecida e que não causa infecção alimentar é a S. Typhi, que é o agente etiológico da febre tifóide. A bactéria salmonella é encontrada em seres humanos e em animais selvagens e de criação em fazendas, em animais de estimação e em aves, particularmente nas galinhas.
A salmonella tem a habilidade de se ligar a sítios receptores na superfície das células epiteliais ou, ainda, a habilidade de entrar na célula epitelial, e viver como parasita intracelular. A penetração e passagem da salmonella para as células epiteliais provocam um processo inflamatório no intestino; há evidências de que uma enterotoxina (substância tóxica para o trato intestinal) seja produzida, causando vômitos, diarréia, etc.
A comprovação de que, manifestações clinicas, são causadas pela salmonella só pode ser feita pela identificação do germe nas fezes da pessoa infectada e é útil somente nos casos mais graves, em que a administração de antibiótico se faz necessária. O tratamento da infecção é feito com hidratação por meio de soro oral. Em alguns casos, também são utilizados antibióticos específicos, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Há necessidade de tratamento quando o doente tem desidratação severa ou quando a infecção é extra-intestinal. Pessoas com diarréia grave precisam de reidratação, às vezes intravenosa. De modo geral, as salmoneloses não devem ser tratadas com antibióticos, pois este procedimento pode prolongar o período de excreção do microrganismo pelas fezes. É importante destacar que algumas salmonellas já são resistentes a diversos antibióticos, principalmente porque essas drogas podem ser adicionadas às rações para animais.
Sintomas
Os sintomas mais comuns da salmonelose são diarréia (que poderá conter sangue ou muco), febre, cãibras estomacais, náusea, vômitos e dores de cabeça. Depois de a bactéria ser ingerida pela boca, leva normalmente entre 12 e 36 horas para a pessoa ficar doente. A doença normalmente dura alguns dias, mas a bactéria salmonella poderá estar presente nas fezes por várias semanas.
Por isso se faz necessário manter os alimentos abaixo dos 5°C ou acima dos 60°C para evitar o crescimento de bactérias. O objetivo deste artigo é mostrar que a proliferação da salmonella é, em grande parte, relacionada à falta de higiene, e cresce a partir do desleixo de alguns, como os funcionários de um restaurante ao lavar mal os alimentos e a ignorância por parte de outros, como quando em casa não se preocupam com insetos pousando nos alimentos ou preparam carnes mal-cozidas.
Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou 749 surtos de infecção por salmonella. Desse total, 277 foram causados especificamente pelo consumo de ovos ou maionese caseira contaminados, principais meios de veiculação da bactéria. Para evitar a sua propagação, um trabalho de vigilância é realizado pelas autoridades de saúde.
No Brasil, até o momento, não foi detectado nenhum surto de infecção por salmonella de grande magnitude, como os surtos multi-estaduais - que passam de um estado para o outro - relatados na literatura. Mesmo assim, é preciso manter o trabalho de controle da doença. Os estados onde mais se detectam surtos por Salmonella são Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.
Jean linhares de lima é aluno do curso de bioquímica e biologia molecular da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Hially linhares lima é aluna do curso de saúde publica da Faculdades Inta (Inta).
As bactérias do tipo salmonella são a causa mais freqüente de intoxicação alimentar. Elas contaminam todos os tipos de carne usada na nossa alimentação, antes mesmo de o animal ser abatido. Depois que um animal é contaminado pela salmonella, ele se torna portador e propagador da bactéria, pois, como ela é eliminada junto com as fezes, o solo e a água usados pelo animal também ficam contaminados, afetando outros animais. Uma salmonella muito conhecida e que não causa infecção alimentar é a S. Typhi, que é o agente etiológico da febre tifóide. A bactéria salmonella é encontrada em seres humanos e em animais selvagens e de criação em fazendas, em animais de estimação e em aves, particularmente nas galinhas.
A salmonella tem a habilidade de se ligar a sítios receptores na superfície das células epiteliais ou, ainda, a habilidade de entrar na célula epitelial, e viver como parasita intracelular. A penetração e passagem da salmonella para as células epiteliais provocam um processo inflamatório no intestino; há evidências de que uma enterotoxina (substância tóxica para o trato intestinal) seja produzida, causando vômitos, diarréia, etc.
A comprovação de que, manifestações clinicas, são causadas pela salmonella só pode ser feita pela identificação do germe nas fezes da pessoa infectada e é útil somente nos casos mais graves, em que a administração de antibiótico se faz necessária. O tratamento da infecção é feito com hidratação por meio de soro oral. Em alguns casos, também são utilizados antibióticos específicos, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Há necessidade de tratamento quando o doente tem desidratação severa ou quando a infecção é extra-intestinal. Pessoas com diarréia grave precisam de reidratação, às vezes intravenosa. De modo geral, as salmoneloses não devem ser tratadas com antibióticos, pois este procedimento pode prolongar o período de excreção do microrganismo pelas fezes. É importante destacar que algumas salmonellas já são resistentes a diversos antibióticos, principalmente porque essas drogas podem ser adicionadas às rações para animais.
Sintomas
Os sintomas mais comuns da salmonelose são diarréia (que poderá conter sangue ou muco), febre, cãibras estomacais, náusea, vômitos e dores de cabeça. Depois de a bactéria ser ingerida pela boca, leva normalmente entre 12 e 36 horas para a pessoa ficar doente. A doença normalmente dura alguns dias, mas a bactéria salmonella poderá estar presente nas fezes por várias semanas.
Por isso se faz necessário manter os alimentos abaixo dos 5°C ou acima dos 60°C para evitar o crescimento de bactérias. O objetivo deste artigo é mostrar que a proliferação da salmonella é, em grande parte, relacionada à falta de higiene, e cresce a partir do desleixo de alguns, como os funcionários de um restaurante ao lavar mal os alimentos e a ignorância por parte de outros, como quando em casa não se preocupam com insetos pousando nos alimentos ou preparam carnes mal-cozidas.
Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou 749 surtos de infecção por salmonella. Desse total, 277 foram causados especificamente pelo consumo de ovos ou maionese caseira contaminados, principais meios de veiculação da bactéria. Para evitar a sua propagação, um trabalho de vigilância é realizado pelas autoridades de saúde.
No Brasil, até o momento, não foi detectado nenhum surto de infecção por salmonella de grande magnitude, como os surtos multi-estaduais - que passam de um estado para o outro - relatados na literatura. Mesmo assim, é preciso manter o trabalho de controle da doença. Os estados onde mais se detectam surtos por Salmonella são Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.
Jean linhares de lima é aluno do curso de bioquímica e biologia molecular da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Hially linhares lima é aluna do curso de saúde publica da Faculdades Inta (Inta).
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