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Concidadania

Da inculturação civil

Valdwmar Menezes
21 Mar 2009 - 16h02min

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Sensores da mídia começam a registrar o ruído abafado das acomodações tectônicas nos subterrâneos das camadas militares diante da exigência de sua adaptabilidade ao comando do poder civil. O positivismo que presidiu o nascimento da República conseguiu eliminar da memória militar a consciência anterior de sua subordinação intrínseca ao poder civil, predominante durante todo o período da Monarquia Constitucional Parlamentar. Foi substituída por uma cultura militarista autoritária, na República. Na época do Império, os militares não tinham a veleidade de se imaginar como um corpo detentor do monopólio do patriotismo. A cultura civilista predominante em seu meio era decorrente do trânsito contínuo dos militares pelo Parlamento e pelas funções civis do Estado (lembremo-nos que o Duque de Caxias foi primeiro-ministro, governador e senador). Numa hora estava no Parlamento, absorvendo a cultura democrática, na outra exercendo comando militar. Nelson Jobim e Mangabeira Unger são os responsáveis pelo trabalho de recuperação da antiga cultura não-militarista entre os militares. Se os ministros podem, talvez, ser criticados por outras coisas, merecem, contudo, aplausos pela mudança cultural e política que estão tentando implementar nessa área.

VOZ INCÔMODA
O papa Bento XVI foi ouvido com grande interesse pelas populações africanas, sobretudo, por conta de seu apelo em favor da paz e da justiça, em um continente marcado por genocídios étnicos. A defesa da sacralidade da vida humana e da dignidade da família, não transigindo diante daqueles que querem relativizar o valor da vida, torna sua voz incômoda em um mundo surdo ao apelo da consciência moral. Sua voz parece clamar no deserto, diante do poder avassalador das forças da maré. Destruir o papado como fonte de referência moral da humanidade é hoje uma decisão cada vez mais impositiva para o establishment. É a única voz que ainda tem audiência mundial e estraga os planos da indústria farmacêutica, da indústria pornográfica e dos idólatras do mercado.

ATÉ TU?
A nota da Arquidiocese de Olinda e Recife respondendo ao artigo do arcebispo italiano Rino Fisichella, que emitiu opinião no Osservatore Romano, sem conhecimento detalhado dos fatos, deixa claro quanto foram falsas as informações de que dom José Cardoso Sobrinho havia sido “precipitado”. Na realidade, a Igreja, junto com o Conselho Tutelar de Alagoinha, deu toda a assistência à menina, não faltando com a solidariedade humana. O caso havia sido revelado à imprensa, muitos dias antes do aborto, e houve uma luta de vários dias, inclusive no campo legal, para se evitar o desfecho. Só depois do aborto perpetrado e da insistência dos repórteres em saber sua posição diante do aborto praticado foi que dom José Cardoso referiu-se à violação da cláusula do Direito Canônico. Foi sua resposta corajosa à trama ardilosa dos abortistas contra qual lutara destemidamente.

LIXÃO
Neste domingo, às 9 horas, na Associação dos Moradores do Conjunto Metrópole V, em Caucaia, a comunidade local, vai se reunir com autoridades para discutir a situação desesperada das famílias que são obrigadas a conviver com o fedor pútrido de uma rampa de lixo nas proximidades. À noite, então, é de enlouquecer. Isso está abalando, inclusive, a estrutura das famílias (mulheres deixam maridos, filhos abandonam a casa) por não suportarem conviver numa verdadeira cloaca. Não é pelo fato de serem pobres que essas 1.040 famílias devem ter sua dignidade desrespeitada e suas reclamações ignoradas pelas autoridades públicas.

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26/03/2009
00:02

Fica difícil para o Farol do Mucuripe desenvolver a sua missão, a luz parte de suas lentes, mas os viajantes sendo cegos dela não tiram proveito.

Airton Barbosa Gondim

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23/03/2009
08:40

Sousa, suas palavras calaram fundo !!! Pior só o Lúcio Brasileiro !!! Mas tem um trinca no jornal que somado da mais de 2000 anos (antes de Cristo) !!! Mas um dia chegará lá ... !!!

Teodoro Sares.

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22/03/2009
23:05

Célio, é simples a compreensão, utilizando como exemplo o texto do Airton Monte de hoje, todos têm o livre arbítrio para usar drogas, como ele disse que usou, mas não é preciso usá-las para saber que têm uma consequência ruim, como ele mesmo descreve como médico que trabalha em hospital psiquiatra. Existe um dito popular "Inteligentes são os que aprendem com os próprios erros, sabios os que aprendem com os erros dos outros!" Então, que argumentos haja para ampliar o conhecimento do livre arbítrio, mas não necessariamente que todo argumento seja posto em prática.

whermeson

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