Ir para a página sobre a Publicidade

Ecologia

Esta terra ainda vai cumprir seu ideal

Edgard Patrício
14 Fev 2009 - 19h21min

A+ A- Mudar tamanho

“Quando a gente chegou na praia, tinha 13 policiais, fora seguranças e capatazes. Ficamos na barraca. Começaram a empurrar a gente, quebrando tudo, jogando nossas coisas fora. Muito triste. Nossas cadeiras, manzuás, o andor com a imagem de Nossa Senhora. Não tinha necessidade disso”. O relato é da assentada Maria Conceição Souza Pinto, moradora da comunidade de Maceió, em Itapipoca. Na sexta-feira (6/2), ela e outras famílias viram o acampamento Nossa Terra, construído na faixa de praia próxima ao assentamento do Incra, ser destruído.

O acampamento era uma estratégia dos assentados para garantir o acesso ao mar e impedir a construção de um empreendimento turístico na região. A ação dos policiais foi respaldada por uma liminar concedida pelo juiz Vítor Nunes Barroso, da 1ª vara da Comarca de Itapipoca. A reintegração de posse foi solicitada pelo empresário Júlio Pirata. Os assentados contestam a propriedade, e afirmam que parte do terreno é área de praia e a outra parte é área do assentamento. Há sete anos, a comunidade trava uma batalha na Justiça contra a instalação do empreendimento.

Como estratégia de resistência, para impedir que qualquer obra seja realizada, desde fevereiro de 2007 a comunidade se alterna em três equipes, que garantem a ocupação permanente da área de praia. Em ação judicial, os assentados pedem a anulação do título de propriedade de terras pertencentes ao empresário e a garantia de acesso ao mar. Declaram a área como fundamental para a sobrevivência do assentamento, que tem como atividades principais a agricultura e a pesca. Após a ação dos policiais, a comunidade fez uma vigília na praia e um novo acampamento foi construído, ainda mais próximo ao mar.

De acordo com documentação entregue pelo empreendimento a essa Coluna, entre as diretrizes estratégicas traçadas estariam uma “ocupação espacial cujo ordenamento conserve o meio ambiente”, o “reforço da identidade cultural, visando a elevação da auto-estima e ampliação da cidadania da população local” e “objetivos econômicos que contribuam para o desenvolvimento municipal e em particular, para a melhoria das condições da população local”.

Mercado solidário
Já está funcionando a Central de Comercialização Solidária Arte Nossa, no Centro de Turismo (antiga Emcetur). O novo espaço quer sensibilizar e estimular consumidores a práticas de consumo responsável, solidário e sustentável. A iniciativa é apoiada pelo Fundo de Apoio a Projetos de Autogestão (Fapag), do Cearah Periferia. O Fapag, por sua vez, recebe apoio do Comitê Católico contra a Fome pelo Desenvolvimento (CCFD), entidade francesa. A Central atende a 135 artesãs e artesãos. (85) 3261 2607

Cagece ambiental
A Cagece promove, até 20 de fevereiro, a Oficina Reciclocidades, em Guaramiranga. Cerca de 40 jovens da serra vão receber orientação de como fazer artesanato com material reciclado. A oficina está sendo promovida pela Cagece como parte do programa de responsabilidade social da Companhia. E no Carnaval, a empresa monta o Espaço Cagece no Parque. Foi ela que patrocinou a identificação das plantas do Parque das Trilhas para que os visitantes saibam que tipo de mata temos no Ceará.

Dê sua nota clicando nas estrelas

Espaço dos leitores:

Comentar esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

Mais Notícias

Últimas

Últimas

Botao para a página sobre a Publicidade

Indique esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:


Escreva para o colunista

O POVO Digital

Versão Impressa

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados