Ecologia
Mudança climática e o NE
Edgard Patrício
21 Fev 2009 - 16h33min
Retração da economia, redução da qualidade de vida, forte migração. Se nada for feito em relação às emissões de carbono, esse será o panorama dos estados nordestinos em 2050, como conseqüência das mudanças climáticas. De acordo com a versão preliminar do estudo Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050, a região vai sofrer uma redução de 11,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao crescimento esperado para 2005. Isso considerando o cenário do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que prevê um aumento de 4ºC para a região no período, em sua versão mais pessimista.
O impacto do aquecimento global na agricultura seria o principal responsável pelo panorama. Para se ter uma idéia, o Ceará perderia quase 80% de suas terras agricultáveis. O Piauí 70% e Pernambuco 65%. Os impactos negativos na agricultura, segundo o estudo, podem ter repercussões para outros setores da economia, como indústria - especialmente a de processamento de alimentos - e serviços. Além disso, a ausência de terras cultiváveis irá gerar escassez de alimentos. Diante desse cenário, haverá deslocamento da força de trabalho para outras regiões do País e para setores da economia menos impactados, além de migração e conseqüente transferência de capital. Os estados nordestinos que mais perderiam recursos seriam Pernambuco (-18,6% do PIB), Paraíba (-17,7%), Piauí (-17,5%) e Ceará (-16,4%).
A população mais pobre, novamente, apresentaria os maiores níveis de vulnerabilidade e teria sua capacidade de adaptação ao novo clima prejudicada. São as pessoas de baixa renda e com menor nível de escolaridade que têm menos chance de se deslocar para outras regiões. Ao permanecerem em seus locais de residência, elas sofreria um impacto ainda maior dos efeitos socioeconômicos das alterações do clima. Além disso, a redistribuição da população do centro para a periferia, de acordo com o estudo, poderia ampliar ainda mais a escassez de água (que já ocorre nos grandes centros urbanos), prejudicando significativamente a qualidade de vida dos habitantes da região.
O estudo foi produzido pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais, e a Fundação Oswaldo Cruz, com financiamento da Embaixada Britânica.
Sementes do semi-árido
A Articulação Nacional de Agroecologia e a Articulação no Semi-árido Brasileiro realizaram, em Campina Grande (PB), o I Encontro de Sementes do Semi-árido Brasileiro. A intenção foi mapear os bancos de sementes do Semi-árido e articular e promover o intercâmbio entre os bancos, para a construção de um projeto de abastecimento, circulação e conservação de sementes. Também foram debatidas as legislações que regem o uso e a conservação da agrobiodiversidade, estabelecendo direitos de propriedades a grandes empresas sementeiras e desconsiderando as práticas camponesas de guardar e trocas suas sementes.
Menos uma Venezuela
Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sugere que a Amazônia perdeu 17% de mata nas últimas três décadas. O tamanho da perda equivale a 94% do território da Venezuela. É a primeira vez que a pesquisa abrange os oito países da região, incluindo o Brasil. O relatório do Pnuma recomenda uma ação de todos os países amazônicos para ajudar a região a enfrentar os desafios de manutenção da floresta.
Pequim ambiental?
Pelo menos de forma momentânea. Segundo as Nações Unidas, as Olimpíadas de Pequim, realizadas no ano passado, foram as mais verdes até o momento. Os organizadores dos jogos teriam alcançado as metas em vários setores como o de transporte público, o de tratamento do lixo e locais ecologicamente corretos para a realização das competições. Mais de 20% da eletricidade foi geradas por fontes de energia renováveis.
Os estados nordestinos que mais perderiam recursos seriam Pernambuco
(-18,6% do PIB), Paraíba (-17,7%), Piauí (-17,5%) e Ceará (-16,4%)
O impacto do aquecimento global na agricultura seria o principal responsável pelo panorama. Para se ter uma idéia, o Ceará perderia quase 80% de suas terras agricultáveis. O Piauí 70% e Pernambuco 65%. Os impactos negativos na agricultura, segundo o estudo, podem ter repercussões para outros setores da economia, como indústria - especialmente a de processamento de alimentos - e serviços. Além disso, a ausência de terras cultiváveis irá gerar escassez de alimentos. Diante desse cenário, haverá deslocamento da força de trabalho para outras regiões do País e para setores da economia menos impactados, além de migração e conseqüente transferência de capital. Os estados nordestinos que mais perderiam recursos seriam Pernambuco (-18,6% do PIB), Paraíba (-17,7%), Piauí (-17,5%) e Ceará (-16,4%).
A população mais pobre, novamente, apresentaria os maiores níveis de vulnerabilidade e teria sua capacidade de adaptação ao novo clima prejudicada. São as pessoas de baixa renda e com menor nível de escolaridade que têm menos chance de se deslocar para outras regiões. Ao permanecerem em seus locais de residência, elas sofreria um impacto ainda maior dos efeitos socioeconômicos das alterações do clima. Além disso, a redistribuição da população do centro para a periferia, de acordo com o estudo, poderia ampliar ainda mais a escassez de água (que já ocorre nos grandes centros urbanos), prejudicando significativamente a qualidade de vida dos habitantes da região.
O estudo foi produzido pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais, e a Fundação Oswaldo Cruz, com financiamento da Embaixada Britânica.
Sementes do semi-árido
A Articulação Nacional de Agroecologia e a Articulação no Semi-árido Brasileiro realizaram, em Campina Grande (PB), o I Encontro de Sementes do Semi-árido Brasileiro. A intenção foi mapear os bancos de sementes do Semi-árido e articular e promover o intercâmbio entre os bancos, para a construção de um projeto de abastecimento, circulação e conservação de sementes. Também foram debatidas as legislações que regem o uso e a conservação da agrobiodiversidade, estabelecendo direitos de propriedades a grandes empresas sementeiras e desconsiderando as práticas camponesas de guardar e trocas suas sementes.
Menos uma Venezuela
Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sugere que a Amazônia perdeu 17% de mata nas últimas três décadas. O tamanho da perda equivale a 94% do território da Venezuela. É a primeira vez que a pesquisa abrange os oito países da região, incluindo o Brasil. O relatório do Pnuma recomenda uma ação de todos os países amazônicos para ajudar a região a enfrentar os desafios de manutenção da floresta.
Pequim ambiental?
Pelo menos de forma momentânea. Segundo as Nações Unidas, as Olimpíadas de Pequim, realizadas no ano passado, foram as mais verdes até o momento. Os organizadores dos jogos teriam alcançado as metas em vários setores como o de transporte público, o de tratamento do lixo e locais ecologicamente corretos para a realização das competições. Mais de 20% da eletricidade foi geradas por fontes de energia renováveis.
Os estados nordestinos que mais perderiam recursos seriam Pernambuco
(-18,6% do PIB), Paraíba (-17,7%), Piauí (-17,5%) e Ceará (-16,4%)
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