Ecologia
Cidadã Honorária
Edgard Patrício
09 Mai 2009 - 18h01min
Maria Amélia é Cidadã Honorária de Fortaleza – os índios do Ceará agradecem. A Câmara Municipal de Fortaleza outorgou nessa semana o Título de Cidadã Honorária de Fortaleza à missionária indigenista Maria Amélia Leite, pelo Decreto Legislativo do vereador João Alfredo, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Dos 37 vereadores presentes ao plenário, todos votaram a favor. “Maria Amélia teve toda sua vida voltada às causas sociais, por isso merece essa justa homenagem. É fato público sua dedicação às comunidades indígenas do Ceará, inclusive em Fortaleza. Dessa forma, militante de fibra e coerência, faz-se merecedora do Título de Cidadã da nossa Capital, por, reconhecidamente, ter prestado relevantes serviços aos interesses públicos, por sua atuação exemplar na vida pública e particular, como estabelece o artigo 32, da Lei Orgânica do Município”, justifica o Decreto.
Nascida em São Paulo, Maria Amélia dedicou-se às questões sociais da capital cearense a partir de sua vida profissional: professora municipal (1948/1 956) e administradora do Posto de Saúde Infantil de Fortaleza (1956/1958). Na década de 1970 foi professora voluntária de alfabetização de adultos nos bairro da periferia de Fortaleza. Foi militante da Ação Católica Operária (ACO) e atuou nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Hoje é reconhecida por sua militância em favor dos povos indígenas do Ceará. Participou da criação da Missão Tremembé. Integrou o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Atualmente é membro do Grupo Multi-Institucional (GMID) dos Direitos Indígenas, no Ministério Público Federal. Somou-se à luta que efetivou a primeira demarcação da terra indígena no Ceará, em 2001, o Córrego João Pereira, localizado entre os municípios de Acaraú e Itarema. Ultimamente encontra-se também ao lado do povo Paupina, localizado no bairro Messejana.
VIOLÊNCIA NO CAMPO E RECURSOS NATURAIS
Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam que 72% dos assassinatos em conflitos no campo em 2008 ocorreram na Amazônia. O índice se refere a disputas pelo acesso à terra e à água, além de casos de trabalho escravo. O relatório anual Conflitos no Campo Brasil 2008 foi divulgado durante a 47ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Indaiatuba (SP). “Houve um avanço da cana-de-açúcar em Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. A cana está substituindo áreas de pastagem e o gado está indo para a fronteira agrícola. Isso antecipa a ação do grileiro, que vai na frente”, explica o geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Entre as principais consequências desse processo, está a apropriação ilegal de terras públicas, a expulsão de populações tradicionais e o aumento da violência. Outro efeito imediato foi o recorde histórico de denúncias sobre o uso de mão-de-obra escrava. No ano passado, houve 28 mortes por conflitos no campo - 20 delas na Amazônia Legal, que corresponde à totalidade do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão. No total, 1.170 conflitos agrários foram registrados, uma redução de 23% em comparação a 2007. O relatório da CPT cita ainda 44 tentativas de assassinato, 90 ameaças de morte, 168 prisões e 800 agressões. Esse é o principal levantamento no país sobre casos de violência ocorridos na zona rural.
CONTRA A TRANSPOSIÇÃO
Dom Luiz Cappio, o bispo da Diocese da Barra (BA) que ficou conhecido pela sua luta em defesa do rio São Francisco, inicia uma nova batalha. Prestes a receber o segundo prêmio internacional em reconhecimento desta luta, dom Luiz, juntamente com lideranças indígenas, lança a campanha ‘Povos indígenas em favor do rio São Francisco e contra a transposição?. Por meio de um conjunto de ações que incluem relatórios, mobilizações e petição popular, a pretensão é pressionar o Supremo Tribunal Federal a julgar ações judiciais pendentes contra o projeto de transposição das Águas do rio São Francisco, em especial a que trata das terras indígenas afetadas.
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11/05/2009
13:38
Título bem merecido, ela é uma mulher GUERREIRA, parabéns Maria Amélia.
Ciro Rodrigues Silva
11/05/2009
12:55
Realmente Maria Amelia merece este titulo,ela sempre lutou e luta a favor de nos indigenas parabens Maria Amelia e a nos povos indigenas do Ceara.
Teka potyguara
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