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Ecologia

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Brasileiros não trocam florestas por produção agropecuária

Edgard Patrício
16 Mai 2009 - 18h47min


Desmatamento zero e um basta a anistias ambientais. Essa parece ser a opinião dominante dos brasileiros, de acordo com pesquisa nacional encomendada pela Amigos da Terra ao Datafolha. Foram realizadas 2.055 entrevistas. Pelos resultados, os brasileiros são quase unânimes em querer parar o desmatamento, mesmo que isso signifique abrir mão de mais produção agropecuária, e ainda pretendem punir no voto os políticos que se destaquem por defendê-lo. Além disso, a grande maioria deseja que os custos gerados pelos danos ambientais no campo sejam cobrados de quem desmatou, mesmo que isso resulte em aumento de custo dos alimentos.

Na pergunta sobre a postura geral que o País como um todo deveria adotar em relação ao desmatamento, a grande maioria (94%) escolhe a opção de “parar o desmatamento, para evitar os custos de desastres ambientais como mudanças climáticas, desmoronamentos, alagamentos, etc.”, versus 3% que escolhem a opção de “permitir mais desmatamento, para produzir mais produtos agrícolas”. Outros 2% escolhem um conjunto de outras visões. É interessante observar como não haja praticamente variação regional nessa visão, pois a diferença máxima entre diferentes regiões é de 2%. Na pergunta a respeito da legislação do código florestal, 91% dos brasileiros querem “leis mais rigorosas, para dificultar o desmatamento”, 5% consideram que as leis podem ser “deixadas da forma em que estão” e 4% desejam leis “menos rigorosas, para facilitar o desmatamento e anistiar os produtores que estão na ilegalidade”.

Quando a pergunta foca a responsabilidade pelo desmatamento, o quadro se torna mais complexo e diverso. Mesmo assim, há uma maioria (60%) que atribui o fenômeno à “falta de controle por parte das instituições de governo, que não aplicam a lei”. Prevalece, portanto, uma percepção de falta de presença do estado e fiscalização, assumindo implicitamente que o desmatamento seja principalmente ilegal. Outro grupo, que atinge os 12%, atribui a situação à permissividade das atuais leis. Segue um grupo de três opções tecnicamente empatadas, e compondo um conjunto que corresponde a exatamente um quarto do universo pesquisado, e que atribui a principal responsabilidade a fatores de mercado: consumidor que escolhe apenas o mais barato (9%), bancos que incentivam as atividades desmatadoras (8%) e redes de varejo que não se interessam pela origem dos produtos que comercializam (8%). Informações no http://www.amazonia.org.br/arquivos/309067.pdf

REDE TUCUM NO AR
Que tal passear ou trabalhar por alguns dias em ambientes de paisagens preservadas e imersas na vida comunitária? A Rede Tucum é uma articulação de comunidades que oferecem opções de turismo comunitário e solidário. Algumas dessas comunidades contam com infraestrutura de salas e pequenos auditórios para receber eventos de 30 a 60 pessoas. Oferecem ainda serviços de alimentação, hospedagem e aluguel de equipamentos. As opções são Prainha do Canto Verde, Coqueirinho, Tremembé e Alojamento Frei Humberto, no Ceará. Informações no www.tucum.org

AMIGOS DO MEIO AMBIENTE
O projeto Amigos do Meio Ambiente (AMA), da Cagece, realiza a primeira Caminhada Ecológica na Praia do Futuro, no domingo, 17, das 10 horas ao meio-dia. Durante a caminhada, vai ser realizada uma coleta de resíduos sólidos. Os resíduos coletados vão ser transportados e despejados em local adequado. Segundo a Embrapa, somente na Beira Mar e na Praia do Futuro são geradas 40 toneladas de resíduos de coco verde por dia. Na Caminhada, apresentação de teatro, música e distribuição de brindes. Informações no (85) 3101 2140

ESTATUTO DOS POVOS INDÍGENAS
Representantes de 150 etnias indígenas se reuniram no Acampamento Terra Livre 2009, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para debater a proposta para o novo Estatuto dos Povos Indígenas. A proposta foi elaborada por lideranças de todo o País e pelo Governo Federal no âmbito da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), e a tramitação está parada há mais de 14 anos. O movimento defende um texto que respeite particularidades dos povos, em temas controversos como mineração, hidrelétricas e grandes obras dentro de terras indígenas, reforçando a necessidade de consulta prévia nessas questões.

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