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Fim da dupla de atacantes


13 Mai 2009 - 01h32min


Flamengo e Cruzeiro, que fizeram ótimo jogo no domingo, querem trocar Zé Roberto e Wellington Paulista. O Flamengo teria mais um mediano atacante, e o Cruzeiro não precisa de Zé Roberto. Os dois times perderiam.

Bastou a primeira rodada para os apressados dizerem que Inter e Cruzeiro são os melhores. Os dois estão entre os favoritos. É muito cedo para apontar os melhores entre os melhores e os piores entre os piores.

Nilmar e Fábio foram os principais destaques na primeira rodada. Nenhuma surpresa. Fora Ronaldo, que é um jogador à parte, Nilmar é, quando não está machucado, o melhor atacante que atua no Brasil. Fora Rogério Ceni, pela experiência e por jogar muito bem com os pés, Fábio é, desde o ano passado, só inferior a Júlio César.

No maravilhoso gol contra o Corinthians, Nilmar mostrou todas as virtudes de um grande atacante: ousadia, habilidade, velocidade e precisão na finalização.

Nilmar é um centroavante diferente. Em vez de atuar fixo, pelo meio e de costas para o gol, ele se movimenta bastante e, com frequência, entra em diagonal para o centro, driblando, tabelando e/ou em velocidade para receber a bola nas costas dos zagueiros.

As graves contusões de Nilmar não foram por azar. Por ser extremamente ágil, leve, ter pouca força muscular nas pernas e não se prevenir contra o perigo, ele, após uma disputa com o zagueiro, costuma ficar desequilibrado e com os dois pés fora do chão, sem nenhuma proteção.

Se não fossem as contusões e o mau desempenho que teve no Lyon, Nilmar teria hoje mais prestígio. Coincidentemente, Fred também foi mal no time francês. Os dois não aproveitaram as chances.

O Lyon, antes da contratação de Nilmar e Fred, já jogava no esquema hoje da moda na Europa, com um centroavante e um atacante de cada lado, que voltava para marcar. Nilmar teve dificuldade de atuar mais pelo meio e de costas para o gol. Essa justificativa não serve para Fred.

Nesse esquema, a equipe, quando perde a bola, possui um jogador a mais na marcação. Os técnicos adoram isso. Além disso, as grandes equipes, de todo o mundo, cada vez mais, quando enfrentam equipes do mesmo nível, iniciam a marcação mais atrás para atrair o adversário e contra-atacar.

Em compensação, como essas equipes recuperam a bola longe do outro gol, o esquema só funciona bem quando há armadores e atacantes pelos lados capazes de marcar e rapidamente chegar ao ataque. Se isso não acontece, o centroavante fica isolado, como ficou Drogba, do Chelsea, contra o Barcelona.

Nessa nova maneira de jogar, que é parecida com o antigo esquema de atuar com dois pontas e um centroavante, desaparece a dupla de atacantes pelo meio. Muitas dessas duplas ficaram famosas e continuam presentes em nosso imaginário.

Assim como já existiram pontas que retornaram disfarçados de atacantes pelos lados, a dupla de atacantes pode desaparecer e voltar com outro nome. As coisas vão e voltam, com algumas variações. Só os grandes talentos são originais. Repetir é muito mais fácil que inovar.

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15/05/2009
15:18

Gosto muito da coluna, mas... seria possível atualizá-la? Obrigado!

Carlos Renato

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14/05/2009
03:53

Caro Tostão, Acredito nos jogadores de qualidade, mas o futebol feio e a grana nos permite apenas breves vislumbres destes craques. Minha história futebolística é recente, de fato meu pai foi seu comtemporâneo e colega no Estadual em Lourdes. Mas sinto que pioramos. Você cita Drogba, pode ter qualidade, mas se esquece de jogar futebol, mais preocupado com o teatro, fala mais, representa mais, joga eventualmente (as cenas da semifinal contra o Barça são ridículas). Futebol se joga em pé, ou deitado? Você cita os problemas físicos do Nilmar, não deveria a regra e o árbitro preservar o jogador de qualidade e limitar a ação destrutiva do adversário? Por fim, outro dia vi parte de uma partida oficial entre jovens de 13-14 anos aqui em Moscou. Procurei mas não encontrei a diversão em campo. Futebol é alegria, ou não? Até os mais jovens gastam a maior partedo tempo se agredindo ou discutindo com o arbitro. Futebol se joga com os pés e com o corpo, ou com a voz? Mesmo entendendo que futebol também é profissão e resultado, gostaria de ver mais alegria, espetáculo, prazer. Pode um jogador entender que isto vale muito mais que os milhões que ele possa ganhar e quem sabe gastar? Sds, Humberto

Humberto

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