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Hoje é um jogo diferente


10 Jun 2009 - 00h17min

O contra-ataque, que sempre foi considerado uma arma de time pequeno e/ou inferior contra o superior, tem sido, nos jogos fora de casa e/ou contra boas equipes, a principal força ofensiva do Brasil, um país que sempre foi admirado pelo estilo bonito, de muita troca de passes e de domínio da partida.

Jogar de contra-ataque não significa sempre jogar na defesa. O contra-ataque clássico é o da equipe que marca muito atrás, é dominada, pressionada e tenta vencer o jogo em poucos e eficientes contragolpes. Foi o que fez o Brasil contra o Uruguai e em vários outros jogos.

Se o time recupera a bola mais na frente, ele pode iniciar o contra-ataque mais perto do outro gol e ser bastante ofensivo.

Quando se recupera a bola muito atrás, a equipe fica distante do outro gol. Isso só funciona bem quando há jogadores velozes e brilhantes. Os melhores momentos de Kaká são quando ele encontra grandes espaços pela frente. As arrancadas do próprio campo são sua marca.

O Brasil pode melhorar a marcação e o contra-ataque. Para isso, os zagueiros e armadores defensivos não deveriam recuar tanto. O time não consegue também trocar passes no meio-campo. Parece o São Paulo. Tudo isso facilitou para o Uruguai pressionar e criar muitas chances de gol.

Os times brasileiros também gostam de um contra-ataque. O do Inter, quando tem D’Alessandro, Taison e Nilmar, é o mais forte. O Atlético, com os velozes Tardelli e Éder Luís, utiliza bem essa estratégia.

O contra-ataque pode ser também eficiente e espetacular, como no gol de Luís Fabiano contra o Uruguai. Sou livre para criticar e para elogiar.

Hoje, é uma partida diferente. O Paraguai vai defender e contra-atacar. O Brasil terá de pressionar, marcar mais à frente e avançar os armadores. Para isso, deveria entrar um armador ofensivo no lugar de Gilberto Silva.

Pato e Nilmar estão no mesmo nível. Os dois têm características parecidas e diferentes das de Luís Fabiano. Pato e Nilmar precisam de mais espaço para chegar ao gol. Nilmar é ainda mais veloz. Por isso, Dunga deve tê-lo colocado na reserva contra o Uruguai, um jogo para contra-ataques.

Já Luís Fabiano atua mais fixo e mais pelo meio. Ele é veloz, mas precisa de poucos espaços. Luís Fabiano se movimenta para o lado, recebe a bola e finaliza. Não precisa mais que isso para brilhar.

Falcão gosta de dizer que futebol é imposição. Parreira sempre falou que a Seleção tinha de impor seu estilo, seu ritmo e dominar a partida, contra qualquer adversário, dentro e fora de casa. Isso é o ideal. É o que gosto de ver.

O Brasil não faz mais isso porque não tem mais grandes talentos no meio campo ou porque os técnicos, progressivamente, mudaram a maneira de jogar do futebol brasileiro e, com isso, desapareceram os brilhantes armadores? O que começou primeiro?

Enquanto não resolve esse dilema, assunto para outra coluna, o Brasil precisa saber jogar de contra-ataque, como fez contra o Uruguai, e também saber pressionar e atuar em pequenos espaços, como terá hoje de fazer contra o Paraguai.

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12/06/2009
20:13

Jogar no contra ataque é até uma boa alternativa,mas tenho sonhado com a revolução da volta do futebol espetaculo e para isto os Africanos têm que ganhar uma copa jogando apenas com sua criatividade e pensando verticalmente,sem o neo colonialismo Europeu de futebol de resultados,pragmático e feio!! Será possível sonhar ainda com a vitória da beleza criativa do futebol da Africa negra ou os Europeus já serão os donos do mapa mundi do futebol rico e pragmático e frio? O Lula tá certo a crise é branca!!

Gerson costa

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11/06/2009
21:19

Amigos.Realmente temos observado que a seleçao melhorou e muito na sua postura tatica,entao vejamos,seus laterais nos dias de hoje fazem cobertura dos seus zagueiros do lado oposto, oque na maioria dos clubes Brasileiros so tem alas, a zagueirada que se vire e os volantes que batam cabeça,3,5,2 nao da mais pra suportar,ultrapassado.Kleber, mesmo nao sendo o atleta dos sonhos na lateral pelo menos taticamente esta perfeito, com isso Gilberto Silva cresceu, pela facil cobertura, que de sua caracteristica a melhor,as saidas de Lucio ao ataque dava arrepios, hoje mais tranquilo, Felipe Melo tambem faz parte dessa maquina que esta encaixando.Tambem nao vejo qualidades no Elano como homen de armaçao,Ramires seria ao meu ver o jogador no momento pra essa funçao, e mais habil, mais dominio, nao so da bola mas do jogo , principalmente quando tem que jogar no campo adversario, mais criativo, mais agudo pra dentro, enfim mais completo.Robinho precisa melhorar e muito no passe esta matando a puchada do contra-ataque, nos primeiros,cinco minutos pegou seis vezes na bola e errou quatro, isso contra o Paraguai,contra o Uruguai foi pior.A seleçao ta fechada .Estou de acordo com Rafael os Adrianos da vida e RG ja tiveram os seus momentos. DEjair.

Dejair

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11/06/2009
12:46

Amigo Marcelo, minha opinião hoje é que temos que esquecer o RG. E o Adriano também. O Ronaldinho não quer mais saber de jogar futebol, e o Adriano veja o que fez em menos de um mês no flamengo, já faltou a dois treinos. Esqueça! E mais, o Robinho sozinho não faz nada, mas junte ele a RG + Adriano para ver a seleção virar uma grande roda de pagode. E mais ainda, esse trio se estiver junto na Copa do Mundo, vai querer conhecer e passear por todas as boates de Joannesburgo. O Robinho tem que ficar no mesmo quarto do Kaká, concentrado nos jogos, e lendo a Bíblia. Concordo com você na opção de colocar o Dani Alves mais adiantado no lugar do Helano, e voltar o Maicon para a lateral direita. A Copa da Confederações é uma ótima oportunidade para o Dunga fazer este tipo de teste. Quanto ao Kleberson, se conseguir manter a regularidade no Flamengo, para mim é mais jogador que Helano e Ramires. O substituto do Kaká para o Dunga é o Julio Batista. Poderia ser o Diego (Werder Bremen) ou o Alex (Fenerbace), mas o Julio tem muita moral com o Dunga pelo que fez na Copa América. Quanto a dupla de armadores defensivos, O Felipe Melo está jogando muito, o passe dele para o gol do Nilmar ontem foi sensacional, e na defesa é muito forte e seguro. Ressalva feita ao Gilberto Silva, acho que o Dunga também deveria experimentar um jogador com melhor toque de bola no lugar deste, pena que o Anderson esteja machucado. A seleção poderia ser testada assim: Julio Cesar; Maicon, Juan, Lucio, Fabio Aurelio; Felipe Melo, G. Silva ou Anderson, Dani Alves, Kaká; Robinho, L.Fabiano.

Rafael

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