Tostão
Professor Dunga continua bem
20 Jun 2009 - 19h20min
Independentemente do que vai acontecer hoje e nos próximos jogos, Dunga vai bem. Isso não é porque ele tem inovado e surpreendido ou porque a Seleção tem uma ótima porcentagem de vitórias. Dunga vai bem porque, mesmo sem nunca ter sido um treinador, tem mostrado que é capaz de fazer o que outros bons e experientes treinadores fariam.
Isso é mais uma evidência de que os técnicos não têm a enorme importância que eles e a maior parte da imprensa acham que têm. Outro bom treinador teria, na Seleção, mais ou menos a mesma média de bons resultados.
Os técnicos são importantes, mas nem tanto. Luxemburgo é apenas um excelente treinador, como outros. Mesmo se fosse capaz de ganhar as partidas, seria absurdo um clube brasileiro pagar ao técnico o que ele ganha. O presidente do Palmeiras, Belluzzo, como um grande economista, deveria saber disso.
Volto à Seleção. Em 2005, o Brasil ganhou a Copa das Confederações com brilhantes atuações contra Alemanha e Argentina. Na Copa de 2006, foi um fracasso. Isso não quer dizer que, se o Brasil ganhar o atual torneio, vai fracassar na Copa. Nem o contrário.
O que não se pode é achar que está tudo ótimo nas vitórias e péssimo nas derrotas. Galvão Bueno, porta-voz da TV Globo, que exerce grande influência na imprensa e no público, tem sempre um discurso pronto para a vitória e outro para a derrota, de acordo com a audiência. Seus conceitos mudam em poucos minutos.
A festa em Weggis, local de treinos da Seleção antes da Copa de 2006, considerada um dos fatores para o fracasso brasileiro, não foi só festa da Seleção. A maior parte da imprensa presente na Suíça estava deslumbrada com a equipe. As entrevistas de Parreira eram mais para elogiar que para perguntar. A turma do oba-oba estava eufórica. Parecia uma Seleção perfeita. Não poderia dar certo.
DEFORMADOS CONCEITOS
Contra o Inter, Mano Menezes não foi atrás da deformada onda de que um time em casa não pode levar gol. Claro que isso é importante. Porém, muito mais importante é, em casa, arriscar e fazer gols. O técnico escalou um armador ofensivo no lugar de André Santos, adiantou a equipe, fez um gol e foi atrás de outro, mesmo correndo o risco de sofrer um. Se terminasse 0 a 0, as chances do Corinthians seriam mínimas em Porto Alegre.
Pelo fato de o São Paulo ter vencido o Cruzeiro pelo Brasileiro, Muricy manteve Eduardo Costa no lugar de Hernanes. Mesmo fora de forma, não dá para ver Hernanes na reserva do brucutu Eduardo Costa, que já merecia ter sido expulso no Mineirão. Repetir sempre a formação por causa de uma vitória é outro deformado conceito. “A bola pune”, como já disse Muricy. Professor Dunga continua bem Contra os EUA, o Brasil melhorou na defesa, no meio-campo e no ataque. Melhorou porque trocou mais passes, Gilberto Silva e Felipe Melo jogaram mais na frente, o contra-ataque ficou ainda mais rápido com Ramires, e Maicon e André Santos são superiores a Daniel Alves e Kléber. Maicon marca melhor e avança mais pela lateral. Daniel Alves é mais um armador pela direita. Independentemente do que vai acontecer hoje e nos próximos jogos, Dunga vai bem. Isso não é porque ele tem inovado e surpreendido ou porque a Seleção tem uma ótima porcentagem de vitórias. Dunga vai bem porque, mesmo sem nunca ter sido um treinador, tem mostrado que é capaz de fazer o que outros bons e experientes treinadores fariam. Isso é mais uma evidência de que os técnicos não têm a enorme importância que eles e a maior parte da imprensa acham que têm. Outro bom treinador teria, na Seleção, mais ou menos a mesma média de bons resultados. Os técnicos são importantes, mas nem tanto. Luxemburgo é apenas um excelente treinador, como outros. Mesmo se fosse capaz de ganhar as partidas, seria absurdo um clube brasileiro pagar ao técnico o que ele ganha. O presidente do Palmeiras, Belluzzo, como um grande economista, deveria saber disso. Volto à Seleção. Em 2005, o Brasil ganhou a Copa das Confederações com brilhantes atuações contra Alemanha e Argentina. Na Copa de 2006, foi um fracasso. Isso não quer dizer que, se o Brasil ganhar o atual torneio, vai fracassar na Copa. Nem o contrário. O que não se pode é achar que está tudo ótimo nas vitórias e péssimo nas derrotas. Galvão Bueno, porta-voz da TV Globo, que exerce grande influência na imprensa e no público, tem sempre um discurso pronto para a vitória e outro para a derrota, de acordo com a audiência. Seus conceitos mudam em poucos minutos. A festa em Weggis, local de treinos da Seleção antes da Copa de 2006, considerada um dos fatores para o fracasso brasileiro, não foi só festa da Seleção. A maior parte da imprensa presente na Suíça estava deslumbrada com a equipe. As entrevistas de Parreira eram mais para elogiar que para perguntar. A turma do oba-oba estava eufórica. Parecia uma Seleção perfeita. Não poderia dar certo. DEFORMADOS CONCEITOS Contra o Inter, Mano Menezes não foi atrás da deformada onda de que um time em casa não pode levar gol. Claro que isso é importante. Porém, muito mais importante é, em casa, arriscar e fazer gols. O técnico escalou um armador ofensivo no lugar de André Santos, adiantou a equipe, fez um gol e foi atrás de outro, mesmo correndo o risco de sofrer um. Se terminasse 0 a 0, as chances do Corinthians seriam mínimas em Porto Alegre. Pelo fato de o São Paulo ter vencido o Cruzeiro pelo Brasileiro, Muricy manteve Eduardo Costa no lugar de Hernanes. Mesmo fora de forma, não dá para ver Hernanes na reserva do brucutu Eduardo Costa, que já merecia ter sido expulso no Mineirão. Repetir sempre a formação por causa de uma vitória é outro deformado conceito. “A bola pune”, como já disse Muricy.
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24/07/2009
21:59
Vejam vocês, como são as coisas. Mesmo um crack, um mito na história do futebol brasileiro como o Tostão, está sujeito a subjetividades duvidosas. Tanto elogiei pra mim mesmo, antes, a acuidade do comentarista Tostão e agora me vejo no direito de vê-lo como subjetivo e rombudo. É por força da avaliação que faz neste artigo e que já apresentou em outros: a comparação dos dois laterais direitos da seleção, Daniel Alves e Maicon. Maicon é muito bom, mas não é um Daniel Alves. Tostão fala de outras "realidades", não da dos jogos. Tostão, em Montevideo Daniel fez um gol e evitou 2 contra o Brasil. E o cara continua sendo só um "meio campo pela direita?" Olha, vc devia pelo menos saber um pouco da história de Daniel Alves na Europa. Pena, meu caro e grande Tostão, que até jogou sem bola em 1970, que vc não vai ler esta msg, postada num jornal do Ceará, um grande jornal, como O POVO. Gostaria muito que esta msg lhe chegasse aos olhos, mas vc não divulga seu e-mail... Cordialmente. Hilmar I S Ferreira
hilmar ilton santana ferreira
09/07/2009
21:59
Finalmente alguém da impressa falou a verdade sobre essa cara. O Galvão lembra o Pachecão ....hehehehehe, só que sem o charme dele. Galvão adora elogiar os amiguinhos ....RRRRRRRRRRRRoberto, RRRRRRRRRRRRRRRonaldo ..... quantos aos outros .....
Patricio Junqueira
29/06/2009
22:11
Tostão, como é bom ler as suas sensatas e inteligentíssimas colunas. Parabéns! Gostaria de comentar algo sobre o Galvão Bueno da TV Globo. Nota-se claramente que ele não se comporta como um jornalista esportivo, mas sim como mais um de nós, simples torcedores. Há um comportamento lamentável de excessivas gentilezas para com a seleção e seus craques que são super elogiados em troca de privilégios na cessão de entrevistas exclusivas em detrimento de outros órgãos da imprensa.
Antônio Eustáquio Tolentino
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