Ir para a página sobre a Publicidade

Tostão

A+ A- Mudar tamanho

Dois gols na frente não é tudo


01 Jul 2009 - 00h38min

A melhor maneira de uma equipe tirar uma desvantagem de dois gols é arriscar, marcar por pressão, fazer um blitz, desde o início, sem afobação. Se Inter e Grêmio fizerem um gol primeiro, vão incendiar seus torcedores, jogadores e podem ainda desestabilizar Corinthians e Cruzeiro.

Inter e Grêmio correrão também grandes riscos de levar um gol primeiro, no contra-ataque. Aí, terminam suas esperanças. O mais comum nesse tipo de confronto é a equipe que tem a vantagem se classificar ou ser campeã e ainda vencer a partida.

Com Ramires, o Cruzeiro vai ficar muito mais forte no contra-ataque. O Corinthians possui também dois jogadores rápidos, Dentinho e Jorge Henrique, capazes de marcar e de chegar ao ataque. Além disso, o “gordinho” Ronaldo ainda costuma chegar primeiro que o zagueiro, como no segundo gol contra o Inter, no Pacaembu.

Para evitar a pressão, Corinthians e Cruzeiro não podem recuar tanto nem perder demais a posse de bola.

O Brasil tinha também a desvantagem de dois gols e venceu os EUA. Além da enorme superioridade técnica, que não é o caso dos dois jogos no Brasil, os americanos, ao colocar oito jogadores, no segundo tempo, quase dentro da área, facilitaram a virada. Contra a Espanha, fizeram o mesmo. Como ganharam, por acaso, o técnico foi elogiado e repetiu o erro.

Dunga também errou, e acabou acertando, contra a África do Sul, quando colocou Daniel Alves, todo torto pela esquerda, no lugar de André Santos. Para bater faltas, como era a intenção de Dunga, ele poderia entrar em outra posição, como na de Ramires, que atuava mal. Foi Ramires que sofreu a falta que resultou em gol. É a lógica do futebol. O errado é que está certo.

Dunga acertou muito mais que errou. Além de ter Kaká, excelentes jogadores em quase todas as posições, um excepcional contra-ataque e eficientes jogadas aéreas, o Brasil mostrou, no segundo tempo com os EUA e em outros momentos da competição, que é capaz de trocar passes e de envolver o adversário. Quando foi preciso, Gilberto Silva e Felipe Melo, mesmo com pouco talento, chegaram mais à frente.

Ao voltar da África do Sul, Gilberto Silva, uma pessoa especial, disse, sem nenhuma ironia, que aprendeu com as críticas.

Há coisas para melhorar. Falta um grande jogador no meio-campo e na lateral esquerda. Isso não depende de Dunga. Esses jogadores não existem. Não há também um único reserva à altura de Kaká, Robinho e Luís Fabiano.

Mesmo cometendo vários erros individuais, Robinho é imprescindível. Com sua movimentação, ele confunde toda a defesa e facilita bastante para os companheiros. Ainda bem que Dunga não foi na onda de barrá-lo.

Depois de ser muito criticado, Dunga passou a ser exaltado. Parreira foi também muito elogiado após a Copa das Confederações de 2005. Se o Brasil voltar a jogar mal, vão dizer novamente que Dunga não tem condições de dirigir a Seleção. De ótimo, os técnicos passam rapidamente a péssimos, como se ganhassem e perdessem as partidas e como se pudessem melhorar ou piorar tanto em pouco tempo.

Dê sua nota clicando nas estrelas

Espaço dos leitores:

Comentar esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

12/07/2009
08:47

Gostaria de saber se você está no twitter? Grato

Guilherme

Este comentário é inapropriado? Denuncie

09/07/2009
20:49

¿Faria Pelé, jogando neste século, o mesmo que fez no anterior¿? Uma pergunta feita pelo Graziani. Uma pergunta que não deveria ser feita. Faria Rui Barbosa, Kennedy, Getúlio, Tancredo, José Bonifácio de Andrada e Silva, Vital Brasil, Tiradentes, Felipe dos Santos, O Conde Maurício de Nassau, A Princesa Izabel, Zumbí dos Palmares, Moésio Gomes, Jucelino, Janos Tatray, Garrincha, Mitotonho, Nilton Santos, Elias Bachá, Sima, Otoni Diniz, Etevaldo Nogueira Lima, Fernando Façanha, Gilberto Ferreira, Gildo, Salomão, Zé Eduardo, Afonsinho, Mozart, Telê Santana, Aluizio Linhares, Harry Carey, Alexandre, Damasceno, Charuto, Carneiro, Williams Pontes, Pacotí, Carlindo, Amilton Melo, Louro, Zé Paulo, Zé Limeira, Marechal, Pedão da Bananada, Alfredo Sampaio, Croinha, Marciano, Tostão, Sérginho Redes, Gilmar, Arthur do Carmo, Edmar, Hélio Show, Ita, Zico, nesse século o mesmo que fêz no anterior. Não interessa essa pergunta a quem os viu fazer. Eles Fizeram, e por que fizeram estão na história, eles são sagrados e intocavéis. Essa pergunta é desnecessaria, inoportuna, e ofensiva a memória deles e a todos seus fãns que os viram fazer. Desculpe-me o amigo Graziani, mas é ofensiva sim. O Gildo é o meu maior ídolo. Mitotonho é o do meu querido Paí. Fizeram por merecer e ponto final. Paulino Rocha seria hoje o que foi ontem? Seria sim! Mas isso vai interessar a que? Com certeza! Eu não aceito esse tipo de conjecturas, comparar um ídolo de ontem com o de hoje. Todos tem o seu tempo.O ìdolo é atemporal. Se comparar-mos perderemos o nosso passado, a nossa história, a nossa veneração. Não podemos viver só do presente. As glórias e a história, estão justamente no passado que ELES construíram. O presente é ainda uma construção. Quero a sua opinião grande Tostão, "o mineirinho de ouro" como dizia o Geraldo José de Almeida.

Bosco

Este comentário é inapropriado? Denuncie

08/07/2009
23:26

rivaldo nao e un crack e un produto del barca. a selecao ganha o penta 2002 por ronaldo fenomeno, sem r9 brasil fizo o ridiculo na eliminatoria:6 jogos perdidos

jonny molina

Este comentário é inapropriado? Denuncie

Ver todos os comentários

Botao para a página sobre a Publicidade

Mais Notícias

Últimas

Últimas

Indique esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:


O POVO Digital

Versão Impressa

Ir para a página sobre a Publicidade

Ir para a página sobre a Publicidade

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados