Economia
Escândalo
Em crise, AIG continua com bonificações milionárias
Por essa ninguém esperava. Mesmo alegando problemas financeiros com a crise mundial, a seguradora AIG vai pagar US$ em bonificação a executivos. A mesma seguradora precisou de US$ 180 bilhões de empréstimos do governo norte-americano
15 Mar 2009 - 23h49min
A seguradora AIG, a mesma empresa que precisou de US$ 180 bilhões de empréstimos do governo norte-americano, vai pagar US$ 165 milhões em bonificações a executivos. A notícia causa grande repercussão pelo mundo. São esperadas reações à bonificação nos mercados da Ásia e da Europa.
O pagamento levou o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, a protestar ao principal executivo de AIG, Edward Liddy, nesta semana.
Liddy aceitou reduzir alguns pagamentos, mas, em carta enviada a Geithner, alertou para o perigo que a companhia correria de perder alguns de seus executivos “se eles achassem que a compensação está submissa a um ajuste contínuo e arbitrário por parte do Departamento do Tesouro".
A AIG sustenta que as bonificações estão estipuladas nos contratos e não pode simplesmente suspendê-las.
“É um escândalo!", esbravejou Larry Summers, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, em entrevista à emissora rede de televisão ABC. No entanto, ele afirmou que os Estados Unidos “são um país de leis, há contratos e o governo não pode revogá-los”.
Reação
A reação no Congresso foi parecida. O democrata Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes (Deputados), disse à TV Fox News que o Governo deveria ter imposto à AIG “regras mais estritas desde o início" em troca de fornecer dinheiro público.
A intervenção na AIG começou pelas mãos do Federal Reserve (Fed, banco central americano), ainda durante o mandato de George W. Bush.
Apesar disso, o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, acusou o Governo de Barack Obama de “simplesmente ficar parado olhando e acusar a administração anterior”.
O pagamento levou o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, a protestar ao principal executivo de AIG, Edward Liddy, nesta semana.
Liddy aceitou reduzir alguns pagamentos, mas, em carta enviada a Geithner, alertou para o perigo que a companhia correria de perder alguns de seus executivos “se eles achassem que a compensação está submissa a um ajuste contínuo e arbitrário por parte do Departamento do Tesouro".
A AIG sustenta que as bonificações estão estipuladas nos contratos e não pode simplesmente suspendê-las.
“É um escândalo!", esbravejou Larry Summers, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, em entrevista à emissora rede de televisão ABC. No entanto, ele afirmou que os Estados Unidos “são um país de leis, há contratos e o governo não pode revogá-los”.
Reação
A reação no Congresso foi parecida. O democrata Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes (Deputados), disse à TV Fox News que o Governo deveria ter imposto à AIG “regras mais estritas desde o início" em troca de fornecer dinheiro público.
A intervenção na AIG começou pelas mãos do Federal Reserve (Fed, banco central americano), ainda durante o mandato de George W. Bush.
Apesar disso, o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, acusou o Governo de Barack Obama de “simplesmente ficar parado olhando e acusar a administração anterior”.
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