Fortaleza
APRENDIZADO
Mães mais que especiais
Durante a gestação, a mãe cria muitas expectativas com relação ao filho. Nenhuma espera ter um filho portador de deficiência. Se a maternidade em si traz grandes aprendizados, para mulheres como Luiza, Francinete, Fátima...
Lucinthya Gomes
Especial para O POVO
12 Mai 2007 - 14h54min
Como a bebê teve infecção, permaneceu no hospital durante os primeiros dez dias de nascida, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com Luiza, só quando voltou para casa é que Alice, de fato, nasceu. A mãe procurou profissionais que a orientassem e pudessem ajudá-la. "O nosso grande achado foi a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Eles realizam um trabalho com os pais também. Foi quando eu vi que o mais importante é o amor. A aceitação no seio da família é que ia ajudá-la a se desenvolver bem". Conforme Luiza, esse apoio mostrou-lhe que os profissionais a auxiliariam a cuidar de Alice.
A partir de então, ela começou a reconhecer a filha e passou a ter, novamente, expectativas, vivendo intensamente essa relação. "Eu comecei a ver a Alice, não a Síndrome de Down. A Alice tem as diferenças dela, como todas as pessoas têm", ela diz. Como as fases de desenvolvimento de Alice são mais lentas, o tempo dedicado a ela é maior. "Uma das primeiras mudanças foi essa relação com o tempo, diferente da que eu tinha com os meninos". Em casa, Luiza procura seguir as orientações dos especialistas para garantir o bom desenvolvimento da pequena.
Logo, os irmãos Pedro, 15, e Eduardo, 8, foram incluídos no tempo de Alice, 4. "Os dois têm um carinho muito grande por ela. Com a Alice, eles são mais carinhosos. Mas eu acho que o fato de ser menina interfere também, não só a Síndrome de Down", diz Luiza. De fato, a educação em casa e na escola influi nessa relação. "Como eu já tinha uma visão mais solidária diante do mundo, de preparar os meninos para o mundo, como ele é, esse berço já estava preparado para ela dentro de casa". Pedro e Eduardo sempre estudaram em escolas que trabalham com a inclusão, onde hoje Alice estuda também.
Mas a chegada de Alice trouxe muitas lições para Luiza, que se refletem na educação de todos os filhos. Entre elas, está o modo de ver as vitórias. "O dia-a-dia ganha um sabor novo. O significado da palavra conquista se amplia. As conquistas dos outros filhos também passam a ser mais saborosas. Só a possibilidade de estar com eles já é uma felicidade, porque esse tempo com eles tem de ser muito bem aproveitado", diz a mãe.
Ser mãe, para Luiza, significa completude, "o pedaço que faltava". Ela lembra de uma vez, quando estava na fase de reconhecimento da filha, e um amigo disse que Luiza ainda ia ver que Alice era uma bênção de Deus. Hoje, ela afirma: "Na verdade, ser mãe é um presente de Deus. Meus três filhos são as melhores coisas que tenho na vida".
AUTISMO
* O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento infantil (TID) que afeta uma em cada mil crianças nascidas vivas no mundo. As crianças são na sua maioria do sexo masculino.
* Os problemas que compõem o espectro do autismo geralmente se manifestam antes do terceiro ano de vida e afetam a capacidade de comunicação (fala, gestos e níveis não verbais de comunicação), o modo de brincar, o comportamento e a socialização da criança, que geralmente se isola e não participa de brincadeiras imaginativas com outras crianças.
* O diagnóstico deve ser feito por um médico o mais precoce possível, para dar início às intervenções terapêuticas e pedagógicas adequadas e aumentar as chances de uma vida feliz e produtiva no futuro
Fonte: Casa da Esperança
O Dia das Mães
* Nos moldes em que conhecemos hoje, o Dia das Mães está relacionado à norte-americava Anna M. Jarvis (1864-1948). A mãe dela morreu em 1905, e, por isso, Anna teve depressão. Diante do sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de Anna com uma festa.
* Mas ela queria que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Desse modo, ela passou a escrever longas cartas para políticos, empresários, comerciantes e religiosos sugerindo a criação de um dia em homenagem às mães.
* Em 1908, algumas igrejas de sua cidade, Grafton (Virgínia), e da Filadélfia, onde ela também já tinha morado, escolheram a data de 10 de maio - um dia depois da data de aniversário da morte da senhora Jarvis - para lembrar as mães.
* Em 1910, Virgínia foi o primeiro Estado a festejar oficialmente o Dia das Mães. No ano seguinte, quase todos os Estados americanos seguiram a idéia.
* Finalmente, em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson, ficando para o segundo domingo de maio.
* Como a data passou a ser bastante explorada pelo comércio, Anna chegou a declarar que arrependeu-se de ajudar a oficializar as comemorações.
* Um dos registros mais antigos de homenagem às mães passa-se pela Grécia, onde era realizada uma festa em honra a Réia, mãe dos deuses.
* No início de março, os romanos preparavam uma grande festa, chamada Matronalia.
* Ingleses, na Idade Média, celebravam o Mothering Day. As pessoas mais pobres moravam na casa de seus patrões e ficavam longe de suas casas. Por isso, nesse dia, eles tinham o direito de ir até os seus lares e ficar junto de suas mães.
Fonte: www.guiadoscuriosos.com.br
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