Fortaleza
BARRA DO CEARÁ
Bombeiros vão treinar pescadores como guarda-vidas voluntários
Projeto do Corpo de Bombeiros pretende formar guarda-vidas voluntários em todo o litoral cearense. Ontem, a primeira turma, da Barra do Ceará, teve sua aula inaugural
16 Out 2007 - 00h36min
A cada três dias, uma pessoa morre afogada no Ceará. Os locais mais perigosos são o encontro de rios com o mar e as praias do Futuro e Barra do Ceará, na Capital, e Marjolândia, em Aracati. Os dados são do Corpo de Bombeiros, com base em estatísticas do Instituto Médico Legal (IML). Ontem, a corporação deu início ao projeto Pescando Vidas, no rio Ceará. Durante três meses, pescadores da área participarão de um curso para a formação de guarda-vidas voluntários. Os bombeiros querem estender o projeto ao Interior e reduzir os índices de afogamento nos pontos mais críticos.
O curso será ministrado por homens da Seção de Salvamento Marítimo. Sessenta pescadores da colônia Parque Leblon, compreendida entre a Barra do Ceará e Iparana (Caucaia), foram inscritos. Segundo o chefe da seção, major Gleidson Rodrigues, os voluntários são maiores de 18 anos e apresentaram atestado médico. "Eles serão a primeira turma. Já há outras colônias, inclusive do Interior, querendo participar do curso", explicou o major. Segundo ele, a intenção do Corpo de Bombeiros é formar, no mínimo, a metade dos inscritos, que estarão aptos a, durante a pesca ou em horas de folga, prevenir afogamentos e resgatar vítimas.
"Nós ouvimos muitas histórias destes pescadores, de gente que se afogou aqui (na Barra do Ceará), de mortes. É um rio que se encontra com o mar, algo preocupante. O grande fluxo de banhistas também nos preocupa", reiterou Gleidson. As aulas, práticas e teóricas, serão ministradas nos clubes da Polícia Civil, dos Subtenentes e Sargentos e na praia. Serão 120 horas/aulas, orientadas às terças e quintas-feiras. De acordo ainda com o chefe de seção, os formandos participarão, também, de um estágio supervisionado com os demais bombeiros. Além das práticas de salvamento, os pescadores aprenderão técnicas de mergulho, que podem ser usadas na pesca submarina.
Voluntários
A formação de guarda-vidas voluntários começou há mais de uma década, conforme o major Gleidson, com a participação de surfistas. Atualmente, ele adianta, a corporação tem 80 bombeiros trabalhando no salvamento aquático, sendo 40 na Capital e outros 40 no Interior. Os principais pontos de concentração, em Fortaleza, são as praias do Futuro e Caça e Pesca. Já no Interior, são as cidade de Aracati e Caucaia. O ideal, diz o major, seria um efetivo de 160 homens.
Durante a aula inaugural, houve a demonstração de salvamento aquático por meio de técnicas de rapel. Um pescador simulou o afogamento e foi socorrido por dois bombeiros, que utilizaram a ponte sobre o rio como base para o rapel. Mais dois guarda-vidas foram envolvidos na ação, na condução do pescador até a margem. A simulação teve, ainda, prestação de primeiros socorros e atendimento em ambulância.
E-MAIS
O Corpo de Bombeiros aponta crianças, sozinhas ou sem atenção de pais e responsáveis, e homens, entre 24 e 40 anos, como as maiores vítimas de afogamento. Segundo a corporação, o homem não calcula os riscos que corre ao tomar banho no mar.
Ao se afogar num rio que encontra-se com o mar, o banhista corre riscos maiores. Os bombeiros dizem que o salvamento torna-se mais difícil por conta da correnteza. Já em praias, a dificuldade é causada pelas ondas, que atrapalham a visibilidade do guarda-vidas e aumentam o volume de água ingerido pelo afogado.
Grande parte dos afogados do sexo masculino, adolescentes e adultos até os 40 anos, fez uso de bebida alcoólica. A maioria perde a noção de profundidade e termina puxada para baixo.
O salvamento aquático é feito, na maioria das vezes, em dupla. No entanto, conforme ainda o Corpo de Bombeiros, o trabalho pode ser feito por um guarda-vidas somente.
O curso será ministrado por homens da Seção de Salvamento Marítimo. Sessenta pescadores da colônia Parque Leblon, compreendida entre a Barra do Ceará e Iparana (Caucaia), foram inscritos. Segundo o chefe da seção, major Gleidson Rodrigues, os voluntários são maiores de 18 anos e apresentaram atestado médico. "Eles serão a primeira turma. Já há outras colônias, inclusive do Interior, querendo participar do curso", explicou o major. Segundo ele, a intenção do Corpo de Bombeiros é formar, no mínimo, a metade dos inscritos, que estarão aptos a, durante a pesca ou em horas de folga, prevenir afogamentos e resgatar vítimas.
"Nós ouvimos muitas histórias destes pescadores, de gente que se afogou aqui (na Barra do Ceará), de mortes. É um rio que se encontra com o mar, algo preocupante. O grande fluxo de banhistas também nos preocupa", reiterou Gleidson. As aulas, práticas e teóricas, serão ministradas nos clubes da Polícia Civil, dos Subtenentes e Sargentos e na praia. Serão 120 horas/aulas, orientadas às terças e quintas-feiras. De acordo ainda com o chefe de seção, os formandos participarão, também, de um estágio supervisionado com os demais bombeiros. Além das práticas de salvamento, os pescadores aprenderão técnicas de mergulho, que podem ser usadas na pesca submarina.
Voluntários
A formação de guarda-vidas voluntários começou há mais de uma década, conforme o major Gleidson, com a participação de surfistas. Atualmente, ele adianta, a corporação tem 80 bombeiros trabalhando no salvamento aquático, sendo 40 na Capital e outros 40 no Interior. Os principais pontos de concentração, em Fortaleza, são as praias do Futuro e Caça e Pesca. Já no Interior, são as cidade de Aracati e Caucaia. O ideal, diz o major, seria um efetivo de 160 homens.
Durante a aula inaugural, houve a demonstração de salvamento aquático por meio de técnicas de rapel. Um pescador simulou o afogamento e foi socorrido por dois bombeiros, que utilizaram a ponte sobre o rio como base para o rapel. Mais dois guarda-vidas foram envolvidos na ação, na condução do pescador até a margem. A simulação teve, ainda, prestação de primeiros socorros e atendimento em ambulância.
E-MAIS
O Corpo de Bombeiros aponta crianças, sozinhas ou sem atenção de pais e responsáveis, e homens, entre 24 e 40 anos, como as maiores vítimas de afogamento. Segundo a corporação, o homem não calcula os riscos que corre ao tomar banho no mar.
Ao se afogar num rio que encontra-se com o mar, o banhista corre riscos maiores. Os bombeiros dizem que o salvamento torna-se mais difícil por conta da correnteza. Já em praias, a dificuldade é causada pelas ondas, que atrapalham a visibilidade do guarda-vidas e aumentam o volume de água ingerido pelo afogado.
Grande parte dos afogados do sexo masculino, adolescentes e adultos até os 40 anos, fez uso de bebida alcoólica. A maioria perde a noção de profundidade e termina puxada para baixo.
O salvamento aquático é feito, na maioria das vezes, em dupla. No entanto, conforme ainda o Corpo de Bombeiros, o trabalho pode ser feito por um guarda-vidas somente.
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