Fortaleza
NOVO ANEXO
Protesto por corte de árvores na UFC
O corte de três árvores do bosque da Faculdade de Educação na UFC, para a construção de um anexo, foi impedido por um grupo de manifestantes ontem. Eles são contrários à derrubada de árvores antigas e propõem o tombamento
Érica Azevedo
da Redação
26 Jan 2008 - 00h31min
Durante o protesto de ontem, os manifestantes tamparam o buraco cavado ao redor das árvores e implantaram uma vigilância, que vai funcionar durante o fim de semana, para evitar que a obra seja retomada até segunda-feira. Um novo protesto foi feito à tarde para reforçar a fiscalização da preservação das árvores. "A universidade diz que a derrubada das árvores é legal, mas não convence. Nós pedimos para ver o projeto da construção do novo prédio ao reitor para avaliarmos alternativas para essa construção, para não cortar as árvores", reivindicou o morador do Benfica, José Carlos, que participou do protesto.
O pró-reitor de planejamento da UFC, professor Ernesto Pitombeira, garantiu que haverá uma reunião na próxima segunda-feira, com integrantes do protesto e com o reitor da UFC, Ícaro de Sousa, para que sejam apresentadas alternativas para a construção do novo prédio. "Estamos cortando (as árvores) porque temos autorização. Esse prédio é uma aspiração muito antiga. Temos uma quantidade de cinco mil estudantes nas Casas de Cultura, cujas instalações estão saturadas e a gente já faz um projeto tentando intervir o mínimo possível", ressaltou.
E-MAIS
O pró-reitor de planejamento da UFC, professor Ernesto Pitombeira, disse que a alternativa de construção de uma nova instalação para as Casas de Cultura no Campus do Pici está descartada. "A alternativa para atender às Casas de Cultura é de uma estrutura que esteja perto. Não podemos fazer uma estrutura no Pici".
Segundo o agrônomo do distrito de meio ambiente da Secretaria Regional IV (Ser IV), Juciê Alves Aguiar, o corte das árvores não é ilegal porque é necessário para uma edificação. "Só autorizamos a retirada de árvores quando estritamente necessário, quando a arbórea está doente ou quando impede uma construção civil.
Juciê informou que a universidade pediu a retirada de três árvores. "Autorizamos duas. Para a terceira foi autorizado o transplantio em bloco, tirar de um lugar para outro". Ele explicou que não daria para deslocar as outras duas árvores porque as raizes são profundas e abertas, o que impede o transporte.
Dê sua nota clicando nas estrelas
Comentar essa notícia
Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.
Mais Notícias
Últimas
- 14:47 Produção do pré-sal permitirá margem de manobra no preço dos combustíveis, diz Lula
- 14:23 Lula diz que oposição tenta barrar inauguração de obras por falta de discurso
- 14:00 África do Sul voltará a comprar carne brasileira
- 13:55 Vereadores aprovam Zeis do Lagamar
- 13:17 Gordon Brown comparecerá em março ante comissão sobre a guerra no Iraque
Últimas
Indique essa notícia









