Fortaleza
Casa de Custódia de Itaitinga
Presídio receberá presos de delegacias
02 Jul 2009 - 01h01min
A partir do dia 6 de julho, 940 presos temporários, hoje amontoados nas delegacias de Fortaleza, começam a ser transferidos para a Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) Professor Clodoaldo Pinto, inaugurada ontem em Itaitinga, na Região Metropolitana. “A data é uma referência”, nas palavras do governador Cid Gomes, e a transferência será feita aos poucos, 50 homens por vez. No dia 31 de julho, outra CPPL será finalizada ao lado da primeira. “Tive de engolir em seco muitas vezes a notícia de fugas de cadeia”, discursou Cid.
A casa de privação, com 952 vagas, tem um desenho diferente das unidades do sistema prisional cearense. No lugar da muralha, alambrados de seis metros e um jardim com flores na entrada. Equipamentos modernos de monitoramento e uma arquitetura inteligente. O prédio tem dois pavimentos, mas o superior serve apenas para a circulação dos agentes penitenciários. Do alto, eles enxergam o interior das celas por meio de grades colocadas em alguns pontos do corredor. O sistema de tranca também é comandado do segundo andar. “É para os agentes terem o mínimo de contato com os presos”, reforça o secretário da Justiça, Marcos Cals.
No interior do xadrez não há energia elétrica. A medida impede que os presos carreguem bateria de celular dentro da unidade. O piso tem um reforço de concreto de 30 centímetros abaixo do solo. Há apenas um acesso de entrada e saída, controlado por uma catraca acionada por cartão magnético. Quem entra passa por um portal detector de metais. A revista também conta com uma esteira de raio-X. Em toda a unidade, 103 câmeras vigiam funcionários e presos. As imagens chegam à sala de monitoramento da CCPL e à secretaria da Justiça. Dois geradores garantem o funcionamento do equipamento em caso de queda de energia. O Governo investiu R$ 13,7 milhão na construção e mais R$ 1 milhão em equipamentos.
Para alimentar o Sistema de Informação Penitenciário do Estado, há no local uma “cadeira de identificação”. O aparelho bate foto, grava voz e a impressão digital do preso e pode cruzar dados com retratos falados. O Governo quer fazer da CPPL um modelo. (Mariana Toniatti)
NÚMEROS
952
VAGAS NA CASA DE CUSTÓDIA
103
CÂMERAS DE MONITORAMENTO
A casa de privação, com 952 vagas, tem um desenho diferente das unidades do sistema prisional cearense. No lugar da muralha, alambrados de seis metros e um jardim com flores na entrada. Equipamentos modernos de monitoramento e uma arquitetura inteligente. O prédio tem dois pavimentos, mas o superior serve apenas para a circulação dos agentes penitenciários. Do alto, eles enxergam o interior das celas por meio de grades colocadas em alguns pontos do corredor. O sistema de tranca também é comandado do segundo andar. “É para os agentes terem o mínimo de contato com os presos”, reforça o secretário da Justiça, Marcos Cals.
No interior do xadrez não há energia elétrica. A medida impede que os presos carreguem bateria de celular dentro da unidade. O piso tem um reforço de concreto de 30 centímetros abaixo do solo. Há apenas um acesso de entrada e saída, controlado por uma catraca acionada por cartão magnético. Quem entra passa por um portal detector de metais. A revista também conta com uma esteira de raio-X. Em toda a unidade, 103 câmeras vigiam funcionários e presos. As imagens chegam à sala de monitoramento da CCPL e à secretaria da Justiça. Dois geradores garantem o funcionamento do equipamento em caso de queda de energia. O Governo investiu R$ 13,7 milhão na construção e mais R$ 1 milhão em equipamentos.
Para alimentar o Sistema de Informação Penitenciário do Estado, há no local uma “cadeira de identificação”. O aparelho bate foto, grava voz e a impressão digital do preso e pode cruzar dados com retratos falados. O Governo quer fazer da CPPL um modelo. (Mariana Toniatti)
NÚMEROS
952
VAGAS NA CASA DE CUSTÓDIA
103
CÂMERAS DE MONITORAMENTO
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