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Campus Party

Woodstock nerd chega ao fim

Mais de 6 mil pessoas participaram da 2ª edição do Campus Party, em São Paulo. Destaque para a conexão de 10 gigabites por segundo. Um recorde, segundo organizadores


26 Jan 2009 - 00h45min

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Earthwalk, uma interface aplicada sobre Google , que permite ter a sensação de flutuar sobre mapas(Foto: AGÊNCIA ESTADO)
O gigantesco camping de fãs da tecnologia montado dentro do Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, começou a se desfazer ontem, depois de uma semana de palestras, intercâmbio e entretenimento tecnológico. A segunda edição do Campus Party no Brasil, uma grande festa para amantes da Internet, da tecnologia e do mundo dos games, terminou ontem em São Paulo com números surpreendentes.

Segundo a organização do evento, foram 6.655 participantes, sendo metade deles acampados no local e conectados à maior conexão de Internet banda larga do mundo de 10 Gbps (gigabits por segundo). Para se ter uma idéia da velocidade, com essa conexão é possível baixar o conteúdo dos nove milhões de livros da Biblioteca Nacional em menos de dois minutos. Cerca de 340 vezes mais rápida que uma banda larga residencial mais veloz disponível no mercado.

Com esse recurso, classificado como um recorde pelos organizadores do evento, os participantes baixaram filmes, músicas, tutoriais, jogaram on-line, conversaram com amigos via comunicadores instantâneos e, claro, espiaram páginas do Orkut.

Destaques
Entre os destaques da segunda edição da Campus Party no Brasil está a participação de Tim Berners-Lee, conhecido como “pai” da web. O britânico fez a contagem regressiva para a abertura oficial do evento e também deu uma entrevista coletiva enfatizando a importância dos telefones celulares na inclusão digital.

Também chamou atenção o Earthwalk, uma interface aplicada sobre Google Earth, que permitiu aos usuários do evento a caminhar sobre o mapa da Terra como se estivessem voando. O usuário se desloca e navega pelo mapa graças aos seus movimentos e a setas situadas sobre a imagem, podendo fazer zoom em determinadas áreas pisando duas delas simultaneamente.

Outro destaque foi a construção de um robô aberto, que levou conceitos colaborativos do software livre para a arena tecnológica da Campus Party. O CP01, como foi batizado, foi construído pelos participantes do evento e é capaz de ler, tem reconhecimento facial e guia GPS. A programação das suas funções poderá ser alterada por colaboradores, de todos os lugares do mundo, via Internet. O projeto é brasileiro.

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