Opinião
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Cuidados com as arraias
Soltar pipas é divertido, mas pode haver até riscos de morte
06 Jul 2009 - 01h10min
A matéria “Tempo de soltar arraias”, da repórter Larissa Lima (Editoria Fortaleza, página 4), na edição de sexta-feira passada, 3, do O POVO, deveria ser lida por pais e filhos, quando os primeiros autorizam que os segundos dediquem-se a esse lazer nas férias. Em princípio, é saudável a geração de hoje preservar uma tradição identificada com o recesso escolar de meio do ano. De um tempo em que as diversões eram cíclicas no decorrer do ano, a exemplo do jogo de bilas ou bolinhas de gude, no primeiro trimestre, e as quadrilhas juninas.
Mas, o ato de empinar papagaios ou também pipas, como são denominadas em outros estados, pode ser perigoso e até causar risco de morte. A exemplo de quando as linhas são revestidas com cerol, sendo estendidas de um poste a outros, algumas vezes cruzando as ruas. Motoqueiros desavisados chegam a ser degolados, mesmo com o capacete na cabeça, porém sem protetor para o pescoço. Além disso, as linhas com cerol sempre foram ameaça para a fiação elétrica. Isso até antes de Fortaleza contar com a energia de Paulo Afonso, faltando postes tendo cabos de alta tensão. Com esse tipo de fios, o perigo se tornou maior. Entretanto, pode haver alternativas para que os riscos fiquem contornados ou até solucionados.
Na matéria supracitada, o capitão Warner Campos, da assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, relaciona os vários problemas dessa diversão, incluindo a falta de locais como campos, parques e terrenos vazios para soltar pipas. Citou entre os perigos, as crianças correrem pelas ruas arriscando-se ao atropelamento por veículos, quando a linha da arraia é cortada por outra.
Num curta-metragem produzido em Fortaleza, a cineasta Iziane Mascarenhas encenou a corrida de um garoto pelas vias da Praia de Iracema em busca de papagaio com a linha rompida e, entre os acidentes, o menino desaba com o telhado da cozinha de uma residência, causando susto à dona da casa. Órgãos como a Coelce e o próprio Corpo de Bombeiros talvez tivessem como intensificar campanhas educativas.
Além disso, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Funcet, poderia promover concurso de maior arraia, os chamados paquetões, e mais original pipa, em duas e três dimensões, num sentido que conscientizasse os interessados a empiná-las nos locais adequados, a exemplo de praias. De maneira nenhuma, o papagaio precisa ser proibido, até por questões pedagógicas. O que se deve é transmitir mensagem ao público-alvo sobre os perigos que tanto ele quanto terceiros correm, o que pode ser evitado primordialmente pelos interessados nesse tipo de recreação.
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06/07/2009
20:38
Vale ressaltar os riscos que essa brincadeira também apresenta para a aviação! Balões e arraias próximos aos aeroportos, podem causar sérios riscos as aeronaves que, por sua vez, podem sugar tais objetos para as turbinas e causar danos graves. O interessante seria a mobilização da sociedade e governo em promover cursos e atividades esportivas para a garotada, durante as férias escolares. As escolas particulares e públicas poderiam também utilizar esse período para a adoção de programas de ensino profissionalizante, dicas de saúde, educação alimentar e a exibição de documentários de cunho educacional. Nosso pais precisa de EDUCAÇÃO E CULTURA!
A. Santos
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