Página 2
Fraude
Três empresários presos pela PF são libertados
Os três integrantes da família Gradvohl presos pela Polícia Federal, na última terça-feira, conseguiram habeas corpus e já estão em liberdade
Marcos Cavalcante
da Redação
04 Jul 2009 - 19h01min
Pelo menos três dos cinco empresários presos na Operação Luxo, da Polícia Federal, estão soltos. Os habeas corpus foram em favor de Elisa Maria Gradvohl; seu esposo, Gil Bezerra; e o filho do casal Robert Gil Gradvohl, todos sócios da Indústria Naval do Ceará (Inace). Segundo o advogado Cláudio Queiroz, que representa a família Gradvohl, as garantias foram concedidas pelo desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).
Segundo o advogado, a saída da carceragem da sede da Polícia Federal (PF) ocorreu na fim da noite da última sexta-feira. “Eles foram soltos por falta de fundamento da prisão. As investigações da PF não têm nada que levasse a isso”, diz Cláudio Queiroz.
Os três passaram quatro dias presos, desde o início da Operação Luxo, desencadeada pela PF na última terça-feira, 30. Além de Elisa, Gil Bezerra e Robert Gil, também foram presos na operação José Antônio do Carmo Oliveira, sócio da empresa Marimar; e Euclides Duncan Janot, almirante reformado da Marinha e sócio da Internave (RJ). O POVO não conseguiu localizar nenhum represente da Marimar para confirmar se José Antônio foi solto.
A operação
A Operação Luxo investiga vários esquemas que passariam, segundo a PF, por licitações fraudulentas com a Marinha do Brasil e a Petrobras. Entre os pontos mais graves levantados nas investigações estão o contrabando de mercadorias que chegavam sem notas fiscais, escondidas em malas e contêineres, e a falsificação de notas fiscais. Segundo informações da PF uma empresa sediada nos Estados Unidos falsificava as notas fiscais, aplicando nas mercadorias importadas valores até 95% abaixo do preço de compra, fraudando a alfândega brasileira.
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07/07/2009
09:46
não é de hoje que essa família Gradvohl predudica o Brasil, especialmente o povo cearence: existem vários contratos de importação e exportação fraudulentos, porque essa empresa nos EUA facilita emissão de documentos falsos para a INACE, sendo que essa empresa nos EUA é deles! Várias pessoas já foram prejudicadas por esses contratos que não são pagos! Eles enrolam e não pagam! A justiça brasileira é conivente com isso, porque eles deveriam já estar presos por sonegação de impostos, etc.Esses juízes estão totalmente vendidos! Temos que lutar pelo controle externo do judiciário! Hoje os juízes fazem o que querem! Não aguentamos mais, as prisões deveriam estar cheios desses empresários ladrões e desse juízes! O pessoal que trabalhou nos bancos na época da construção do Marina Park sabe como foi, esconderam até as ferragens no mar para não pagar! Essa família é uma quadrilha organizada!
cristina
06/07/2009
23:22
Prezada Sra. Iza, já que a Sra afirma que estaria eu a ¿fingir que sabe alguma coisa¿ não tendo ¿idéia do que está acontecendo¿ presumo que deve saber muito mais do que a minha pessoa. Então, aproveitando o seu conhecimento sobre o ocorrido, peço sua ajuda para esclarecer as seguintes questões básicas: 1) Porque a Receita Federal não acompanhou a PF no dia da batida, como é de praxe neste tipo de operação (basta ver o noticiário arquivado aqui no O Povo)? 2) Porque as atividades da INACE, Marimar e Internave voltaram ao normal logo após a saída da PF? Se tinha tanta coisa errada (contrabando, fraude licitatória, sonegação, etc.) não era para ter sido tudo lacrado, como aconteceu com a Daslu em SP? 3) Porque uma equipe da Receita Federal foi ao estaleiro dois dias depois da batida, acompanhados de agentes da PF, que dessa vez limitaram-se a ficar do lado de fora? O expediente no estaleiro não foi interrompido, prosseguindo normalmente após a conclusão do trabalho dos fiscais. Agradeço antecipadamente.
Tupinikin
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