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INTERVIEW
DIM
Ele já criou peças para o Cine Ceará e foi cenógrafo do filme O Último Dia De Sol (1997), de Nirton Venâncio, mas agora é o foco central do documentário Dim, também de Nirton, que ainda precisa de apoios para a finalização
15 Set 2007 - 16h01min
Artista plástico, 40 anos, Dim mantém o dom, imaginação e criatividade do traquino menino artesão de Camocim, que já reciclava desusos, e hoje esculpe, monta e torna atração para pequenos e adultos seus seres multicoloridos brinquedos e brinquedões de até cinco metros, telas e instalações públicas como diversões interativas e de estilo próprio.
Tradicionais e únicos róis-róis, Joões teimosos, bicicletas, cobra túnel, bichos e máquinas articuladas pelo brincante, entre pesquisas, oficinas para crianças e produções amplas, saltam do onírico ao estado cotidiano em praças, galerias, brinquedotecas, parques, ilustrações em livros, CDs, cenários de peças, cinema e eventos. No Ceará, às mostras e espaços no Rio, São Paulo, Brasília ou onde recolhe distinções críticas e do público, Dim conjuga e convida a “BrinqueDim, brinquetu, brincamos nós”.
Ele já criou peças para o Cine Ceará e foi cenógrafo do filme O Último Dia De Sol (1997), de Nirton Venâncio, mas agora é o foco central do documentário Dim, também de Nirton, que ainda precisa de apoios para a finalização. Rodado no ateliê em Pindoretama, as cenas tocam na ficção, mas tratam a fundo mesmo das folgazes criações, do brincar no cabal ensino às crianças, entre juízos sobre consumo, impactos ambientais e outras histórias de Dim.
Ele nos adianta um tanto desse interativo e feliz universo particularmente popular, a seguir e mais ainda na versão on line:
O POVO - Como brincadeiras viram trabalho, ensinam crianças a projetar seriedade na vida e podem fazer do espaço público um reino pleno de brincantes?
Dim - A brincadeira sempre foi minha inspiração, nunca deixei de brincar, sou ainda menino que tudo observa com admiração. Canalizo este brincar e observar em meu trabalho, e a brincadeira da vida se estende nele. O mais sério da vida é o brincar, levar a vida a sério é considerar seriamente que o objetivo maior da vida é a felicidade. Se com meus brinquedos as crianças aprendem isso, então aprendem a projetar seriamente o que realmente importa. O espaço público é lugar que possibilita convivialidade, fundamental à saúde emocional de crianças e adultos. Para existir é necessário que o poder público faça seu papel na criação e manutenção de equipamentos e as populações façam a sua parte com o zelo, o sentimento de pertencimento e a disposição do conviver.
OP - O que vê ao tingir telas e o que espera assistir quando for exibido na telona?
Dim - Uma tela branca é uma sala de espera na qual espero sempre uma novidade; na telona (pelo documentário DIM, em preparação) espero ver minhas telas bem grandonas (risos), e que conheçam melhor o Dim como artista e como gente.
OP - Quais serão seus próximos “BrinqueDims”?
Dim - Todo dia faço ‘brinqueDim’, brinquedões. Não dá tempo nem de pensar qual o próximo e ele já chegou. Estou fazendo brinquedos interativos para uma praça e montando uma exposição toda interativa.
OP - Tem hora para brincadeira de mau gosto e instante de se levar a diversão a sério?
Dim - A brincadeira de mau gosto é de muito mau gosto, sempre imprópria. Eu acho que temos que levar a diversão a sério sempre, o que mais se precisa hoje é de alegria.
Leia a íntegra em:
www.opovo.com.br/conteudoextra
Tradicionais e únicos róis-róis, Joões teimosos, bicicletas, cobra túnel, bichos e máquinas articuladas pelo brincante, entre pesquisas, oficinas para crianças e produções amplas, saltam do onírico ao estado cotidiano em praças, galerias, brinquedotecas, parques, ilustrações em livros, CDs, cenários de peças, cinema e eventos. No Ceará, às mostras e espaços no Rio, São Paulo, Brasília ou onde recolhe distinções críticas e do público, Dim conjuga e convida a “BrinqueDim, brinquetu, brincamos nós”.
Ele já criou peças para o Cine Ceará e foi cenógrafo do filme O Último Dia De Sol (1997), de Nirton Venâncio, mas agora é o foco central do documentário Dim, também de Nirton, que ainda precisa de apoios para a finalização. Rodado no ateliê em Pindoretama, as cenas tocam na ficção, mas tratam a fundo mesmo das folgazes criações, do brincar no cabal ensino às crianças, entre juízos sobre consumo, impactos ambientais e outras histórias de Dim.
Ele nos adianta um tanto desse interativo e feliz universo particularmente popular, a seguir e mais ainda na versão on line:
O POVO - Como brincadeiras viram trabalho, ensinam crianças a projetar seriedade na vida e podem fazer do espaço público um reino pleno de brincantes?
Dim - A brincadeira sempre foi minha inspiração, nunca deixei de brincar, sou ainda menino que tudo observa com admiração. Canalizo este brincar e observar em meu trabalho, e a brincadeira da vida se estende nele. O mais sério da vida é o brincar, levar a vida a sério é considerar seriamente que o objetivo maior da vida é a felicidade. Se com meus brinquedos as crianças aprendem isso, então aprendem a projetar seriamente o que realmente importa. O espaço público é lugar que possibilita convivialidade, fundamental à saúde emocional de crianças e adultos. Para existir é necessário que o poder público faça seu papel na criação e manutenção de equipamentos e as populações façam a sua parte com o zelo, o sentimento de pertencimento e a disposição do conviver.
OP - O que vê ao tingir telas e o que espera assistir quando for exibido na telona?
Dim - Uma tela branca é uma sala de espera na qual espero sempre uma novidade; na telona (pelo documentário DIM, em preparação) espero ver minhas telas bem grandonas (risos), e que conheçam melhor o Dim como artista e como gente.
OP - Quais serão seus próximos “BrinqueDims”?
Dim - Todo dia faço ‘brinqueDim’, brinquedões. Não dá tempo nem de pensar qual o próximo e ele já chegou. Estou fazendo brinquedos interativos para uma praça e montando uma exposição toda interativa.
OP - Tem hora para brincadeira de mau gosto e instante de se levar a diversão a sério?
Dim - A brincadeira de mau gosto é de muito mau gosto, sempre imprópria. Eu acho que temos que levar a diversão a sério sempre, o que mais se precisa hoje é de alegria.
Leia a íntegra em:
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