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Política

CIDADE EM PAUTA

Ação contra poluição visual atrasa, empresas reagem

Anunciada pela prefeita Luizianne Lins (PT) para ser lançada até amanhã - último dia de janeiro - o projeto da Prefeitura contra a poluição visual só ficará pronto em fevereiro, e começará a ser executado entre março e abril

Marcela Belchior
da Redação

30 Jan 2008 - 00h31min

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Prédio do colégio Dorotéias, na avenida Visconde do Rio Branco, está encoberto por outdoors, embora seja tombado pelo patrimônio histórico (Foto: Alex Costa)
A ofensiva da Prefeitura de Fortaleza para regulamentar a propaganda externa em locais públicos sairá fora do prazo programado. Diferentemente do anunciado pela prefeita Luizianne Lins (PT), no último dia 16 de janeiro, durante o Grande Jornal, da TV O POVO, a ação de combate à poluição visual, dentro do projeto batizado de "Fortaleza bela quero te ver", só deverá ser realizada em meados de fim do mês de março ou início de abril deste ano, segundo as novas estimativas.

No dia em que anunciou o projeto, Luizianne projetou ainda para janeiro deste ano o início da operação. No penúltimo dia do mês, contudo, o projeto ainda não está pronto. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Seman), o projeto de retirada de peças de propaganda irregular do espaço público da Cidade só deverá estar pronto em fevereiro. Depois disso, ele deverá passar pelo crivo da Câmara Municipal. A previsão para sua execução, aponta a assessoria, é para daqui a dois meses. A coordenadora da Comissão de Combate à Poluição Visual da Semam, Maria Luiza Távora, disse, por meio da assessoria, que não adiantaria detalhes do projeto.

Reação
Enquanto isso, o Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Ceará (Sepex-CE) começa a contra-ofensiva ao projeto municipal. Ontem, o Sepex-CE publicou nota na imprensa criticando a iniciativa da prefeita. O sindicato utilizou a geração de empregos no setor como argumento para tentar barrar a ação da Prefeitura. "Quando pensamos em mídia exterior a cidade de Fortaleza, estamos falando de mais de 150 empresas de comunicação visual. Estamos falando em milhares de empregos diretos e indiretos. Estamos falando de milhares de reais em impostos arrecadados anualmente para os cofres da Prefeitura de Fortaleza. É justo acabar, de uma hora para outra, com o emprego de 5 mil pessoas e seus dependentes, fora os empregos indiretos, que sobrevivem graças ao funcionamento das empresas de outdoor e de comunicação visual?", iniciava a nota.

O Sepex-CE argumenta, ainda, que é disponível para negociar uma legislação que regulamente o setor. "Nos últimos vinte anos, sempre conversamos com todos os prefeitos, em defesa de uma legislação firme e moralizadora. Não há nenhuma placa de outdoor em terreno público ou em área de preservação ambiental em Fortaleza", escreveu o sindicato. O proprietário da empresa Capital Outdoor, Darlei Silva, disse que a contra-ofensiva do setor será feita, principalmente, através da mídia. Ele não deu detalhes, porém, das decisões da categoria para tentar barrar ou negociar o projeto do Município.

O POVO tentou contato com o presidente do Sepex-CE, Moacir Albuquerque Sá. Foi deixado recado no escritório de sua empresa, mas não houve retorno até o fechamento da matéria.

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06/10/2009
17:21

muitobom

ivanildo

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