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Lula promete ajuda à África para uma "revolução verde"

Convidado para reunião da União Africana, presidente brasileiro fez, ontem, discurso forte de apoio à integração. O iraniano Mahmoud Ahmadinejad, outro convidado, não foi


02 Jul 2009 - 01h49min

Khadaffy, anfitrião líbio, e o presidente Lula, durante encontro reservado dos dois no cumprimento de agenda pelo dirigente brasileiro (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou ontem como convidado oficial na abertura da 13ª Cúpula da União Africana (UA) que reúne os chefes de Estado do continente em Sirte (Líbia). Em seu discurso, Lula defendeu o reforço da cooperação Sul-Sul “como força de ataque contra as iniquidades que persistem na ordem mundial”.

Lula também prometeu aos países africanos ajudá-los a fazer sua “revolução verde”, em função do tema oficial do encontro que é o desenvolvimento agrícola.

“Nós temos com a África desafios de desenvolvimento similares”, declarou Lula, que citou a luta contra a fome e a pobreza, assim como o fornecimento suficiente de alimentos à população. “Várias das questões sócio-econômicas que mais afligem o continente estão também sendo enfrentadas no Brasil. Combater a fome e a pobreza, garantir a segurança alimentar e lutar por igualdade social não são questões que aprendemos apenas nos livros. Tratamos desses temas com nossos irmãos africanos a partir de experiências vividas.

A 13ª reunião da UA começou ao meio-dia de ontem com a participação de quase todas as 53 delegações. As autoridades iranianas cancelaram pela manhã, sem apresentar maiores explicações, a participação do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que havia sido convidado pelo presidente líbio, Muamar Kadhafi.

O outro ausente foi o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que teria desistido de participar, segundo a versão oficial, pela tragédia ferroviária ocorrida recentemente em Viareggio, noroeste da Itália.

O presidente Lula esteve presente na reunião da UA como convidado, abrindo o encontro com um pronunciamento sobre o desenvolvimento agrícola.

Kadhafi quer aproveitar o encontro para impulsionar a criação de uma “Autoridade” africana com poderes executivos ampliados, que constituiria, segundo ele, um avanço maior, apesar das reticências de alguns países. Um exemplo disso foi a ausência de 20 chefes de Estado africanos, entre eles líderes considerados “pesos pesados” do continente, como o egípcio Hosni Mubarak e o nigeriano Umaru Yar’Adua.

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