Política
Diplomacia
Battisti confiante sobre decisão do STF
Supremo deve decidir amanhã pedido de extradição para a Itália do ex-ativista, acusado de terrorismo
08 Set 2009 - 01h55min
O escritor e ex-ativista político italiano Cesare Battisti recebeu ontem a visita de representantes de instituições ligadas aos direitos humanos, na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Aos visitantes, Battisti disse estar “tranquilo e confiante”, à espera do julgamento de amanhã, no Supremo Tribunal Federal (STF), quando será decidido se o País aceita ou não o pedido de extradição, feito pelo governo italiano. As informações são da Agência Brasil.
Em 1993, Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país pela suposta autoria de quatro assassinatos ocorridos entre 1977 e 1979. Segundo a coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do Conselho Federal de Psicologia, Ana Luiza de Souza Castro – integrante do grupo que visitou o italiano na Papuda –, Battisti se disse esperançoso e preparado para o julgamento. “Ele reiterou que a escolha por vir ao Brasil estava relacionada a uma avaliação pessoal de que o País já estava com a sua democracia consolidada, o que seria positivo para a obter a condição de asilado político”, disse a psicóloga.
Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu status de refugiado político ao italiano, sob a alegação de que ele não teve direito a ampla defesa no seu país de origem e de que um eventual retorno colocaria em risco a sua integridade física.
A decisão de Tarso, que contrariou o entendimento do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), foi duramente criticada por autoridades italianas, que definem Battisti como “terrorista”.
Manifestação
Ontem, em Brasília, cerca de 20 manifestantes do Grupo Crítica Radical realizaram manifestação na Esplanada dos Ministérios contra a extradição de Battisti. Segundo a professora cearense Rosa Fonseca, integrante do movimento, hoje será realizada uma vigília em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Trinta anos depois da anistia, não faz sentido o Brasil manter um preso político”, argumentou Rosa.
Em 1993, Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país pela suposta autoria de quatro assassinatos ocorridos entre 1977 e 1979. Segundo a coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do Conselho Federal de Psicologia, Ana Luiza de Souza Castro – integrante do grupo que visitou o italiano na Papuda –, Battisti se disse esperançoso e preparado para o julgamento. “Ele reiterou que a escolha por vir ao Brasil estava relacionada a uma avaliação pessoal de que o País já estava com a sua democracia consolidada, o que seria positivo para a obter a condição de asilado político”, disse a psicóloga.
Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu status de refugiado político ao italiano, sob a alegação de que ele não teve direito a ampla defesa no seu país de origem e de que um eventual retorno colocaria em risco a sua integridade física.
A decisão de Tarso, que contrariou o entendimento do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), foi duramente criticada por autoridades italianas, que definem Battisti como “terrorista”.
Manifestação
Ontem, em Brasília, cerca de 20 manifestantes do Grupo Crítica Radical realizaram manifestação na Esplanada dos Ministérios contra a extradição de Battisti. Segundo a professora cearense Rosa Fonseca, integrante do movimento, hoje será realizada uma vigília em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Trinta anos depois da anistia, não faz sentido o Brasil manter um preso político”, argumentou Rosa.
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