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RETROVISOR

Opala SS - Um luxuoso esportivo

Nesta edição, o médico e apaixonado por carros Arnóbio Tomaz relembra a história do Opala SS. O modelo brilhou na década de 70

Arnóbio Tomaz
Especial para O POVO

29 Dez 2007 - 00h56min

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Uma versão esportiva do Opala já era objeto de especulação no início de 1970. Dizia-se que teria um tempero mais picante, com direito a carburadores duplos ou triplos. A fantasia se confirmou, mas com receita bem mais branda. Estreando já como modelo 1971, o SS, ao lado do Gran Luxo, vinha completar a linha já composta pelas versões Especial e De Luxo. Aos novatos cabia inaugurar o motor 4100 de seis cilindros, com potência bruta de 140 cavalos. O ganho de 23 cavalos em relação ao 2800 já existente proporcionava uma velocidade máxima de 169,49 km/h, valor muito bom para a época. Para não dizer que a esportividade do SS se resumia à aparência, vale dizer que ele trouxe para a família Opala, câmbio de quatro marchas com alavanca no assoalho. Também eram novidade os bancos dianteiro individuais.

As faixas pretas no capô e nas laterais e as rodas de aço com desenho de estrela e 5 polegadas de largura, meia a mais que nas outras versões, eram os sinais externos do espírito do carro. No interior, alguns toques de requinte, como manopla de câmbio e aro de volante de madeira, mais um relógio analógico no console à frente da alavanca de marchas. No painel de instrumentos, um tímido conta-giros entre os dois mostradores maiores. A cara de meu do carrão era neutralizada pelas quatro portas. Porém, o modelo 1972 estreava a carroceria cupê, cujos destaques eram ausência de coluna central, janelas sem molduras e caída fluída da traseira.

O novo formato parecia ter sido feito para o SS e se tornaria o padrão da versão até o fim da vida dela, em 1980. Os primeiros sedãs passariam para a história como figurinhas difíceis para o "álbum" de colecionadores. Em resposta à crise do petróleo deflagrada em 1973, a Chevrolet lançava em 1974 o Opala SS4, que marcava a estréia do motor 151-S, versão mais potente do quatro-cilindros recém-melhorado em suavidade de funcionamento. Em 1976 houve o lançamento do motor 250-S. Com carburador de corpo duplo, tuchos de válvulas mecânicas e comando mais "bravo", o 250-S chegava aos 171 cavalos brutos. Em comparativo realizado em março daquele ano contra os eternos rivais Dodge Charger R/T e Ford Maverick GT, o Chevrolet atingiu a máxima de 189,48 km/h e ficou com o título de o mais veloz do trio. Como as alterações do SS eram basicamente estéticas, sua marca foi a variedade de formas das faixas externas, que mudavam conforme o ano e o modelo.

Acompanhando a família Opala, sofreu reestilização leve em 1973, com as setas passando às laterais dianteiras dos pára-lamas. Mudanças maiores de estilo ocorreriam a partir da linha 1975, que ganhava novo capô, luzes de seta inspiradas no Chevete 1971 e os dois pares de lanternas redondas que davam um toque de Impala ou Camaro à traseira. O acabamento SS seria estendido à Caravan na linha 1978, apresentada com o slogan "leve tudo na esportiva". Na linha 1979, os retrovisores externos carenados pintados da cor da carroceria conferiam ares exclusivos à versão. Porém, seriam suspiros finais daquele que se despediria na linha 1980, ainda a tempo de ganhar os faróis e as lanternas quadradas que caracterizariam os Opalas da primeira metade daquela década. Atualmente, esta versão esportiva do Opala se caracteriza como uma peça rara, devido as poucas unidades ainda existentes.

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13/03/2009
21:24

Há um erro na matéria: onde se lê "O ganho de 23 cavalos em relação ao 2800 já existente", leia-se 3800, que é o motor 6 cilindros que originou o 4100.

Moacir

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