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A meninada vai de Roupa Nova
Músicas românticas e agitação combinam? No show do Roupa Nova, sim. O grupo apresentou um show no último sábado, em Fortaleza, e mostrou que as canções melosas também podem ser muito animadas
Angélica Feitosa
da Redação
10 Jun 2008 - 00h10min
Recepção especialmente preparada para a ocasião. Meninas bonitas, do Fã Clube Oficial de Fortaleza, recebiam o público que ia chegando para o show do Roupa Nova, no último sábado, 7. Cada um que entrava, ganhava um sorriso e, de brinde, um pirulito em forma de coração cuidadosamente decorado com bola de encher vermelha e cartãozinho. "Pela proximidade da data, todo mundo ficava perguntando: 'vai ter show do Roupa Nova?'. Mas eles não cantam só para casais, não", garantiu Manoella Gondim, presidente do fã clube, apesar de estar acompanhada do namorado.
Manoella, entretanto, tinha razão. Eram muitos os casais espremidos na multidão que aguardava o show, mas os solteiros também tinham seu quorum bem representado. A divisão mais visível, entretanto, não era pelo estado civil. De cima, se via bem direitinho que o Siará Hall estava repartido ao meio. À direita, se espiava cadeiras e mesas espaçadas, nem todas ocupadas, gente rodando tranqüilamente. À esquerda, se assistia gente compactada, esticando o pescoço para tentar ver uma frestinha que fosse do palco.
Passavam quatro minutos da meia-noite quando o Siará Hall escureceu. Bastaram os primeiros refletores erguerem a luz: gritos ensurdecedores. Um a um, Serginho, Kiko, Cleberson, Nando, Feghali e Paulinho invadiram o palco. Na abertura, um bonequinho simpático no telão fazia mungango e convidava o povo a ficar a postos. Público muito disposto brincava de siga o mestre: levantava o braço, batia mão e pé. A música que embalava já dava sinais que o show não seria mesmo só romântico. Guitarras e percussão agitada na canção que dá nome ao grupo.
O Roupa Nova estava nesse show, com o perdão do trocadinho, com nova roupagem. As músicas são as mesmas dos temas de novela e canções que estão na boca de todo mundo já faz muito tempo e acompanham os 30 anos de carreira do grupo. Entretanto, muitas das letras melosas e românticas ganharam uma batida mais agitada e um som mais elétrico, que se revezavam com momentos de amar ou de roer - dependendo do estado do seu coração.
Uma primeira parte fez a alegria dos românticos. O som anuncia Linda Demais, que as pessoas acompanham do começo ao fim, sem errar uma palavra. Paulinho, íntimo, se senta na beira do palco enquanto convida todo mundo para "fazer diferente/ O que mais ninguém faz". Anjo vem em seguida, música que voltou ao set list do show a pedido do próprio público e que se junta a Lua de Prata e Volta pra mim, prato cheio para beijinhos e passinhos a dois.
Em Um sonho a dois Cláudia Leite surge no telão. O povo se empolga. Procuramos pela cantora no palco. Nada. A projeção é do DVD Acústico 2 e lança a dúvida: será momento de play back? A "participação" acontece ainda outras duas vezes, em Sensual, com Toni Garrido e Flagra, com Marjorie Estiano.
Antes que as músicas românticas pudessem deixar o público mais contido, Clarear vem trazer mais animação. Os próprios membros do grupo parecem partilhar um pouco do êxtase da platéia. Serginho conta que foram 130 apresentações do Roupa Nova em 2007 e que 2008 caminha para superar esses números. "Olho em volta e só vejo gente feliz", maravilha-se o músico. Em A Paz, o telão traz projeções com fotos ora bucólicas ora chocantes, belas paisagens, áreas desérticas, crianças brincando, outras esqueléticas. A intensão é dá o recado: "Se você começa, os outros vão te acompanhar". Seguindo a linha das boas mensagens, Nando se arrisca no rap.
"A gente veio aqui para falar de amor, então vamos voltar para as canções de novela", diz Serginho, que conduz a bateria e vocal com os demais em Coração pirata, Meu universo é você, A força do amor, Dona, À Flor da pele, Começo, meio e fim, Seguindo no tem azul, às vezes mais românticas e outras mais elétricas. A cada uma delas se seguiam gritos, braços erguidos, rostinhos colados em qualquer lugar que se olhasse. Agora com banquinho, o show tem cara de acústico. Paulinho convida as pessoas a virem para perto deles e as cadeiras são abandonadas. O público, claro, acompanha Sapato velho e Flagra.
Já com cara de fim, o show parece pista de dança com Show De Rock'n Roll. Também não podiam faltar Wisky a gogo. No fim da música, só o grupo sai. As luzes ainda acesas denunciam o bis, que o público espera e nem se mexe do canto. É neste momento que o show apresenta algum diferencial. O grupo faz um medley, uma espécie de pout-pourri mais longo e olha que ficou muito bonito. A mistura das músicas veio para animar, com emendas nos clássicos do rock internacional: Sweet child o'mine (Guns and Roses), Have you ever seen the rain (Creedence Clearwater Revival), Stayin Alice (Bee Gees), Twist and Shout (The Beatles), Another brick in the wall (Pink Floyd), Satisfaction (The Rolling Stones), Hotel California (Eagles), Every little thing she does is magic (The Police), We will rock you (Queen) e Rock'n roll all nigth (Kiss).
Mesmo trazendo somente velhas conhecidas, com poucas novidades, o show do Roupa Nova é, antes de tudo, ótimo entretenimento. A casa cheia, com pessoas de idade variada, mas a maioria jovem, mostrava que os "meninos" da banda renovam seu público o tempo todo. E que têm muita força e muito tempo de estrada pela frente.
Manoella, entretanto, tinha razão. Eram muitos os casais espremidos na multidão que aguardava o show, mas os solteiros também tinham seu quorum bem representado. A divisão mais visível, entretanto, não era pelo estado civil. De cima, se via bem direitinho que o Siará Hall estava repartido ao meio. À direita, se espiava cadeiras e mesas espaçadas, nem todas ocupadas, gente rodando tranqüilamente. À esquerda, se assistia gente compactada, esticando o pescoço para tentar ver uma frestinha que fosse do palco.
Passavam quatro minutos da meia-noite quando o Siará Hall escureceu. Bastaram os primeiros refletores erguerem a luz: gritos ensurdecedores. Um a um, Serginho, Kiko, Cleberson, Nando, Feghali e Paulinho invadiram o palco. Na abertura, um bonequinho simpático no telão fazia mungango e convidava o povo a ficar a postos. Público muito disposto brincava de siga o mestre: levantava o braço, batia mão e pé. A música que embalava já dava sinais que o show não seria mesmo só romântico. Guitarras e percussão agitada na canção que dá nome ao grupo.
O Roupa Nova estava nesse show, com o perdão do trocadinho, com nova roupagem. As músicas são as mesmas dos temas de novela e canções que estão na boca de todo mundo já faz muito tempo e acompanham os 30 anos de carreira do grupo. Entretanto, muitas das letras melosas e românticas ganharam uma batida mais agitada e um som mais elétrico, que se revezavam com momentos de amar ou de roer - dependendo do estado do seu coração.
Uma primeira parte fez a alegria dos românticos. O som anuncia Linda Demais, que as pessoas acompanham do começo ao fim, sem errar uma palavra. Paulinho, íntimo, se senta na beira do palco enquanto convida todo mundo para "fazer diferente/ O que mais ninguém faz". Anjo vem em seguida, música que voltou ao set list do show a pedido do próprio público e que se junta a Lua de Prata e Volta pra mim, prato cheio para beijinhos e passinhos a dois.
Em Um sonho a dois Cláudia Leite surge no telão. O povo se empolga. Procuramos pela cantora no palco. Nada. A projeção é do DVD Acústico 2 e lança a dúvida: será momento de play back? A "participação" acontece ainda outras duas vezes, em Sensual, com Toni Garrido e Flagra, com Marjorie Estiano.
Antes que as músicas românticas pudessem deixar o público mais contido, Clarear vem trazer mais animação. Os próprios membros do grupo parecem partilhar um pouco do êxtase da platéia. Serginho conta que foram 130 apresentações do Roupa Nova em 2007 e que 2008 caminha para superar esses números. "Olho em volta e só vejo gente feliz", maravilha-se o músico. Em A Paz, o telão traz projeções com fotos ora bucólicas ora chocantes, belas paisagens, áreas desérticas, crianças brincando, outras esqueléticas. A intensão é dá o recado: "Se você começa, os outros vão te acompanhar". Seguindo a linha das boas mensagens, Nando se arrisca no rap.
"A gente veio aqui para falar de amor, então vamos voltar para as canções de novela", diz Serginho, que conduz a bateria e vocal com os demais em Coração pirata, Meu universo é você, A força do amor, Dona, À Flor da pele, Começo, meio e fim, Seguindo no tem azul, às vezes mais românticas e outras mais elétricas. A cada uma delas se seguiam gritos, braços erguidos, rostinhos colados em qualquer lugar que se olhasse. Agora com banquinho, o show tem cara de acústico. Paulinho convida as pessoas a virem para perto deles e as cadeiras são abandonadas. O público, claro, acompanha Sapato velho e Flagra.
Já com cara de fim, o show parece pista de dança com Show De Rock'n Roll. Também não podiam faltar Wisky a gogo. No fim da música, só o grupo sai. As luzes ainda acesas denunciam o bis, que o público espera e nem se mexe do canto. É neste momento que o show apresenta algum diferencial. O grupo faz um medley, uma espécie de pout-pourri mais longo e olha que ficou muito bonito. A mistura das músicas veio para animar, com emendas nos clássicos do rock internacional: Sweet child o'mine (Guns and Roses), Have you ever seen the rain (Creedence Clearwater Revival), Stayin Alice (Bee Gees), Twist and Shout (The Beatles), Another brick in the wall (Pink Floyd), Satisfaction (The Rolling Stones), Hotel California (Eagles), Every little thing she does is magic (The Police), We will rock you (Queen) e Rock'n roll all nigth (Kiss).
Mesmo trazendo somente velhas conhecidas, com poucas novidades, o show do Roupa Nova é, antes de tudo, ótimo entretenimento. A casa cheia, com pessoas de idade variada, mas a maioria jovem, mostrava que os "meninos" da banda renovam seu público o tempo todo. E que têm muita força e muito tempo de estrada pela frente.
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