Política
Governador
Serra é contra a idéia de CPI sobre propina a policiais
Policiais são acusados de receber dinheiro para favorecer máfia de caça-níqueis
19 Jun 2007 - 09h25min
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), reagiu à possibilidade de criação de uma CPI na Assembléia para investigar a lista da propina para a Polícia Civil. “Aí é o kit PT... Qualquer coisinha, ‘opa, vamos criar uma CPI’. CPI para os outros, porque, para eles, não querem nunca", afirmou o governador na segunda-feira, 18.
Serra garantiu que todos os supostos crimes serão apurados. “A investigação está sendo feita pela própria polícia, por meio da corregedoria, e acompanhada pelo Ministério Público Estadual”, disse. “Vamos tomar as medidas que se impuserem, inclusive com a punição dos responsáveis.”
O deputado Vanderlei Siraque (PT) afirmou que a bancada do partido assinará em bloco o pedido de CPI, proposta em conjunto com o deputado Major Olímpio (PV). “Só assim será possível investigar o caso.” Já o deputado Campos Machado (PTB) afirmou que não assinará um pedido de “CPI cujo objetivo é denegrir a polícia paulista.”
Propina
No total, 52 policiais civis de São Paulo são acusados de receber propina do advogado Jamil Chokr, investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) de manter um esquema de corrupção que pagava propina a 84 dos 93 distritos policiais de São Paulo.
Na contabilidade apreendida no dia 25 com Chokr aparece a sigla PF-SP como destinatária de um pagamento de R$ 35 mil em abril. A Corregedoria-Geral da PF tem 30 dias para concluir as investigações, mas, como não há ninguém preso, o prazo pode ser prorrogado.
A Corregedoria da Polícia Civil identificou 27 policiais, 20 dos quais eram investigadores-chefes, homens de confiança de delegados titulares de distritos policiais. Todos os 20 foram afastados de seus cargos.
Cronologia
25/5 - No carro do advogado de donos de caça-níqueis Jamil Chokr, PMs encontram envelopes com dinheiro e marcação de DPs. Chokr fugia de um assalto em seu Vectra. A Corregedoria da Polícia Civil abre investigação sobre o caso;
28/5 - Números dos envelopes coincidem com os de distritos policiais de capital. A corregedoria ouve um PM que atendeu a ocorrência. Delegados da elite da Polícia Civil se apressam a divulgar a versão, falsa, de que o PM confessou ter fraudado a lista;
29/5 - Versão falsa sobre fraude faz as cúpulas das Polícias Civil e Militar trocarem acusações;
1/6 - Um dia após ser citado numa relação de supostos beneficiados com propina, o Departamento de Polícia Judiciária (Decap) faz operação que apreende 2.204 caça-níqueis e fecha sete bingos;
4/6 - Corregedoria pede quebra de sigilo telefônico de 27 investigadores que chefiam equipes em DPs;
14/6 - Anotações mostram que Chokr arrecadou só em abril R$ 205 mil com donos de caça-níqueis. Parte do dinheiro aparece destinado à Polícia Federal em São Paulo, ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e ao Decap;
16/06 - Após a publicação pelo Estado de que 84 dos 93 distritos policiais de São Paulo estavam na contabilidade de Chokr, o governo decidiu afastar 20 investigadores-chefes citados nos documentos apreendidos com o advogado. Outros sete policiais civis foram identificados pela corregedoria - um deles aposentado.
Serra garantiu que todos os supostos crimes serão apurados. “A investigação está sendo feita pela própria polícia, por meio da corregedoria, e acompanhada pelo Ministério Público Estadual”, disse. “Vamos tomar as medidas que se impuserem, inclusive com a punição dos responsáveis.”
O deputado Vanderlei Siraque (PT) afirmou que a bancada do partido assinará em bloco o pedido de CPI, proposta em conjunto com o deputado Major Olímpio (PV). “Só assim será possível investigar o caso.” Já o deputado Campos Machado (PTB) afirmou que não assinará um pedido de “CPI cujo objetivo é denegrir a polícia paulista.”
Propina
No total, 52 policiais civis de São Paulo são acusados de receber propina do advogado Jamil Chokr, investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) de manter um esquema de corrupção que pagava propina a 84 dos 93 distritos policiais de São Paulo.
Na contabilidade apreendida no dia 25 com Chokr aparece a sigla PF-SP como destinatária de um pagamento de R$ 35 mil em abril. A Corregedoria-Geral da PF tem 30 dias para concluir as investigações, mas, como não há ninguém preso, o prazo pode ser prorrogado.
A Corregedoria da Polícia Civil identificou 27 policiais, 20 dos quais eram investigadores-chefes, homens de confiança de delegados titulares de distritos policiais. Todos os 20 foram afastados de seus cargos.
Cronologia
25/5 - No carro do advogado de donos de caça-níqueis Jamil Chokr, PMs encontram envelopes com dinheiro e marcação de DPs. Chokr fugia de um assalto em seu Vectra. A Corregedoria da Polícia Civil abre investigação sobre o caso;
28/5 - Números dos envelopes coincidem com os de distritos policiais de capital. A corregedoria ouve um PM que atendeu a ocorrência. Delegados da elite da Polícia Civil se apressam a divulgar a versão, falsa, de que o PM confessou ter fraudado a lista;
29/5 - Versão falsa sobre fraude faz as cúpulas das Polícias Civil e Militar trocarem acusações;
1/6 - Um dia após ser citado numa relação de supostos beneficiados com propina, o Departamento de Polícia Judiciária (Decap) faz operação que apreende 2.204 caça-níqueis e fecha sete bingos;
4/6 - Corregedoria pede quebra de sigilo telefônico de 27 investigadores que chefiam equipes em DPs;
14/6 - Anotações mostram que Chokr arrecadou só em abril R$ 205 mil com donos de caça-níqueis. Parte do dinheiro aparece destinado à Polícia Federal em São Paulo, ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e ao Decap;
16/06 - Após a publicação pelo Estado de que 84 dos 93 distritos policiais de São Paulo estavam na contabilidade de Chokr, o governo decidiu afastar 20 investigadores-chefes citados nos documentos apreendidos com o advogado. Outros sete policiais civis foram identificados pela corregedoria - um deles aposentado.
Agência Estado
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