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Senado

CPI da Petrobras é adiada outra vez

Por enquanto, os senadores estão preocupados em "limpar a imagem" depois da divulgação dos atos secretos


01 Jul 2009 - 08h24min

A confusão que tomou conta do Senado por causa da retirada de apoio ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), por parte de PSDB, DEM e PDT, resultou em mais um adiamento da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a Petrobras. O requerimento de instalação dessa CPI foi protocolado na Mesa Diretora do Senado há 47 dias.

Desde então, os partidos de oposição tentam instalá-la e os governistas impedem, com as mais variadas manobras. Com a crise na Casa agravada desde o dia 10, quando o Estado revelou a existência de atos secretos que beneficiaram parentes e apaniguados de senadores e diretores, a CPI está em segundo plano. Por enquanto, os senadores estão mais preocupados em salvar a própria imagem, com discursos seguidos em que acusam dois ex-diretores - Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi - até de ?ladrões? e pedem o afastamento de Sarney, mesmo que temporário.

Na procura de algo que possa tirar o Senado da crise, o vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF), e o senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), um antipetista histórico, tiveram ontem uma ideia. Procuraram o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), com uma proposta inusitada de instalar não só a CPI da Petrobras e a do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mas também criar mais umas duas, sobre qualquer assunto. O objetivo é desviar a atenção do público e dos meios de comunicação e tirar o foco de Sarney. Renan, no entanto, rechaçou a proposta. Disse aos defensores da iniciativa que o maior aliado de Sarney hoje no Senado é o governo.

Os próprios partidos de oposição admitiam ontem o novo adiamento de instalação das CPIs. Eles procuraram os líderes da base aliada para tentar fechar um acordo que possibilite enfim a abertura da CPI da Petrobras, mas encontraram-nos reticentes. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), por exemplo, recusa-se a fechar acordos neste momento, sob a alegação de que partidos de oposição não respeitaram os que foram feitos anteriormente.

Agência Estado

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02/07/2009
11:05

O negócio é que a oposição não tem moral para mudar nada! Os mentores, dessa CPI(PSDB e PFL), estão atolados até o pescoço com indicaçõe, por ato secretos, de seus familiares e apaniguados.

Ully

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02/07/2009
10:52

MEU PAI SEMPRE DIAZIA A 50 ANOS,O PEQUENO ROUBO É CADEIA,O GRANDE ROUBO É MORDOMIA,CARROS DE LUXO,PASSEIO EM MAIMI,LAS VEGAS E MUITO DINHEIRO NA CONTA.

JAMIL FEITOSA

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01/07/2009
21:47

Pois é Luiz Sergio Farias, não defendo o cuequeiro, (para mim ladrão de galinha)mas o que são 250 mil dolares perto de 110 bilhões de reais do contribuinte (nós)para enterrar em bancos quebrados, para citar apenas um da quase uma centena de rombos que levaram o país a quebrar três vezes no governo FFHH?

Jose Bentes de Araujo

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