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Saúde

tratamento

Novo remédio para controle da diabete é mais eficaz

Chamados de remédios inteligentes têm ação seletiva sobre mecanismos de regulação de insulina e níveis de glicose no sangue


19 Mai 2008 - 11h41min

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Uma nova geração de medicamentos contra a diabete promete mudar a vida dos pacientes. Chamados de remédios inteligentes têm ação seletiva sobre os mecanismos de regulação de insulina e níveis de glicose no sangue, evitando a hipoglicemia. Eles só funcionam quando a pessoa se alimenta e o açúcar no sangue está elevado. Quando a glicemia volta a níveis normais, o medicamento pára de agir, tornando mais baixo o risco da hipoglicemia.

Hoje, grande parte dos remédios causa a queda excessiva dos níveis de açúcar no sangue - porque funcionam quando os diabéticos precisam, mas também quando não há necessidade. Os sintomas podem ir da fraqueza, tremores, suor frio, tontura, dificuldade de concentração e convulsões, podendo, até mesmo, levar ao coma.

A nova classe de medicamentos age na produção de hormônios chamados incretinas, secretados no intestino cada vez que a pessoa se alimenta. Do intestino, as incretinas vão para o pâncreas pela corrente sanguínea. Ali, elas se instalam nas células beta e ajudam na fabricação da insulina. A diferença dos medicamentos inteligentes é o alvo de sua ação.

Dois desses medicamentos foram aprovados em 2007 no Brasil. O Januvia (sitagliptina), da Merck Sharp Dhome, e o Galvus (vildagliptina), da Novartis. Os dois são inibidores da DPP 4, enzima que "destrói" o hormônio GLP1 - o principal das incretinas. A forma de ação desses medicamentos é considerada pelos especialistas a nova fronteira no tratamento da diabete, tanto que hoje outras 12 gliptinas (da mesma classe) estão em desenvolvimento.

Outro medicamento, aprovado no último mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é o o Byetta (nome comercial da exenatida), da Eli Lilly. Extraído da saliva do maior lagarto dos desertos dos Estados Unidos, o Monstro de Gila, o remédio é um hormônio sintético que substitui a ação do GLP1. A indicação é para pacientes que ainda não precisam das aplicações diárias de insulina e não conseguiram bons resultados com outras drogas.

Agência Estado

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