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Saúde

Cirurgia plástica

Lipoaspiração é usada há 30 anos no mundo

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, dos 359 mil procedimentos estéticos realizados no Brasil, em 2004, 198 mil foram lipoaspirações


14 Nov 2008 - 15h15min

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Realizada pela primeira vez no Brasil há 28 anos, a lipoaspiração, uma das técnicas mais populares da cirurgia plástica, surgiu por causa de uma história de amor. Em 1977, o cirurgião francês Yves Gerard Illouz inventou o procedimento para resolver o problema da namorada que não podia usar decotes nas costas por causa de um lipoma, tumor benigno formado por células gordurosas.

De lá para cá, muita coisa mudou, mas a técnica, inicialmente recebida com ceticismo, está consolidada no rol dos procedimentos estéticos mais realizados no mundo. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, dos 359 mil procedimentos estéticos realizados no Brasil, em 2004, 198 mil foram lipoaspirações. Três décadas de experiência já possibilitaram alguns avanços, como a cânula - instrumento usado para sugar a gordura corporal – que tornou-se mais fina. Também foi implementada a lipoescultura, procedimento em que se retira gordura de um lugar do corpo para se colocar em outro, melhorando o contorno corporal.

“Após trinta anos de aplicação, a lipoaspiração está consolidada no Brasil, precisamos avançar nas questões que garantam maior segurança à realização do procedimento, o que necessariamente passa por uma melhor qualificação dos profissionais. De acordo com levantamento do Cremesp, Conselho Regional de Medicina de São Paulo, divulgado em setembro deste ano, a lipoaspiração é o procedimento médico mais citado como motivo de queixa nos processos ético-profissionais, de janeiro de 2001 a julho de 2008”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado.

Por estas razões, antes de decidir pela lipoaspiração como o fato da cirurgia não ser um método de emagrecimento. É um procedimento destinado a remover apenas gorduras localizadas, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. Outro detalhe a ser lembrado é que a partir de 10% a mais do peso ideal, os resultados da lipoaspiração não são tão satisfatórios. De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina, não se pode passar de 7% do peso corporal do paciente na lipoaspiração úmida (com injeções de soluções líquidas) e 5% de retirada de gordura na lipoescultura a seco.

O paciente ainda deve buscar informações antes de escolher o cirurgião plástico –o primeiro passo é verificar se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Depois, é conveniente conversar com pacientes que já foram operados por esse médico para saber o que acharam.

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