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VIOLÊNCIA
Vítimas de violência doméstica esperam dez anos para denunciar agressor
18 Set 2006 - 16h42min
Mulheres vítimas de violência física, psicológica ou sexual agüentam dez anos, em média, antes de denunciar o agressor. E, de cada quatro mulheres que sofrem violência, apenas uma denuncia.
“Durante dez anos, a idéia que se tem é que a família está muito bem estruturada. Por que o silêncio?”, questiona Iradj Eghrari, do Fórum Nacional de Direitos Humanos.
A entidade participa de seminário que discute, em Brasília, a capacitação de juízes, procuradores, promotores, delegados e advogados na prevenção e combate à violência doméstica.
“A idéia é oferecer uma oportunidade dos operadores de direito reciclarem seus conhecimentos. O primeiro seminário foi em 2002. Passados quatro anos, muita coisa mudou, e os advogados têm de saber como lidar com esse novo cenário. O objetivo é a troca de idéias a respeito da violência contra a mulher, da violência intrafamiliar”, explicou Eghrari.
Até quarta-feira (20), os profissionais vão trocar experiências e discutir, principalmente, a lei de combate à violência doméstica, a chamada Lei Maria da Penha, que entra em vigor na sexta-feira (22).
Os participantes também vão debater ações para a implementação da nova lei, que aumenta a pena máxima de um para três anos para o agressor e possibilita a prisão em flagrante ou a decretação da prisão preventiva.
“Durante dez anos, a idéia que se tem é que a família está muito bem estruturada. Por que o silêncio?”, questiona Iradj Eghrari, do Fórum Nacional de Direitos Humanos.
A entidade participa de seminário que discute, em Brasília, a capacitação de juízes, procuradores, promotores, delegados e advogados na prevenção e combate à violência doméstica.
“A idéia é oferecer uma oportunidade dos operadores de direito reciclarem seus conhecimentos. O primeiro seminário foi em 2002. Passados quatro anos, muita coisa mudou, e os advogados têm de saber como lidar com esse novo cenário. O objetivo é a troca de idéias a respeito da violência contra a mulher, da violência intrafamiliar”, explicou Eghrari.
Até quarta-feira (20), os profissionais vão trocar experiências e discutir, principalmente, a lei de combate à violência doméstica, a chamada Lei Maria da Penha, que entra em vigor na sexta-feira (22).
Os participantes também vão debater ações para a implementação da nova lei, que aumenta a pena máxima de um para três anos para o agressor e possibilita a prisão em flagrante ou a decretação da prisão preventiva.
Agência Brasil
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