Tecnologia
China
Censura de conteúdos sexuais inclui sites científicos
Quase 1.000 endereços eletrônicos foram fechados desde o início do ano na China por serem considerados pornográficos ou vulgares
25 Jun 2009 - 09h12min
A China decidiu reforçar a campanha contra a pornografia vetando o acesso a páginas de internet com informações sexuais, mesmo as de caráter científico.
As novas normas, que entrarão em vigor no dia 1º de julho, determinam que os sites que remetem a estudos e perguntas vinculadas à sexualidade serão acessíveis somente aos profissionais da saúde e aos pesquisadores, afirma o jornal China Daily.
Quase 1.000 endereços eletrônicos foram fechados desde o início do ano na China por serem considerados pornográficos ou vulgares.
"Alguns deles estavam em páginas sobre saúde, apesar de propagar conteúdos pornográficos", alegou uma fonte do ministério da Saúde citada pelo jornal oficial em língua inglesa.
Além disso, o site de buscas em inglês Google permaneceu inacessível durante mais de duas horas na noite de quarta-feira, segundo o jornal, que não explica os motivos.
Na semana passada, as autoridades chinesas suspenderam alguns serviços desta ferramenta de buscas, sob a acusação de que o Google não instalou os filtros exigidos pela lei chinesa para bloquear as informações pornográficas.
A Google China prometeu se esforçar para limpar os "conteúdos vulgares".
A China, país com mais internautas do mundo (quase 300 milhões) lançou em janeiro uma campanha contra a pornografia.
Recentemente, as autoridades ordenaram que todos os computadores pessoais vendidos no país a partir de julho contenham um programa antipornográfico.
A medida gerou inquietações dentro e fora do país. As autoridades americanas pediram ao governo de Pequim a não aplicação da medida.
"A China coloca as empresas em uma posição insustentável ao pedir, praticamente sem aviso público, que instalem de maneira prévia um programa que parece ter implicações de censura mais amplias e problemas de segurança das redes", afirmou o representante do Comércio Exterior dos Estados Unidos, Ron Kirk, em uma carta assinada em conjunto com o secretário do Comércio, Gary Locke.
A organização profissional Computer and Communications Industry Association (CCIA) anunciou que não deseja ser cúmplice da censura exercida pelo regime chinês.
As novas normas, que entrarão em vigor no dia 1º de julho, determinam que os sites que remetem a estudos e perguntas vinculadas à sexualidade serão acessíveis somente aos profissionais da saúde e aos pesquisadores, afirma o jornal China Daily.
Quase 1.000 endereços eletrônicos foram fechados desde o início do ano na China por serem considerados pornográficos ou vulgares.
"Alguns deles estavam em páginas sobre saúde, apesar de propagar conteúdos pornográficos", alegou uma fonte do ministério da Saúde citada pelo jornal oficial em língua inglesa.
Além disso, o site de buscas em inglês Google permaneceu inacessível durante mais de duas horas na noite de quarta-feira, segundo o jornal, que não explica os motivos.
Na semana passada, as autoridades chinesas suspenderam alguns serviços desta ferramenta de buscas, sob a acusação de que o Google não instalou os filtros exigidos pela lei chinesa para bloquear as informações pornográficas.
A Google China prometeu se esforçar para limpar os "conteúdos vulgares".
A China, país com mais internautas do mundo (quase 300 milhões) lançou em janeiro uma campanha contra a pornografia.
Recentemente, as autoridades ordenaram que todos os computadores pessoais vendidos no país a partir de julho contenham um programa antipornográfico.
A medida gerou inquietações dentro e fora do país. As autoridades americanas pediram ao governo de Pequim a não aplicação da medida.
"A China coloca as empresas em uma posição insustentável ao pedir, praticamente sem aviso público, que instalem de maneira prévia um programa que parece ter implicações de censura mais amplias e problemas de segurança das redes", afirmou o representante do Comércio Exterior dos Estados Unidos, Ron Kirk, em uma carta assinada em conjunto com o secretário do Comércio, Gary Locke.
A organização profissional Computer and Communications Industry Association (CCIA) anunciou que não deseja ser cúmplice da censura exercida pelo regime chinês.
AFP
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